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Dólar cai e Bolsa sobe com exterior e expectativa sobre decisão do STF

EULINA OLIVEIRA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As especulações de que o BCE (Banco Central Europeu) poderá prorrogar seu programa de estímulos monetários em reunião nesta quinta-feira (8) animou investidores do mundo todo. O dólar caiu ante a maior parte das moedas e as Bolsas subiram.

No Brasil, o tom positivo foi mantido, apesar do cenário político turbulento. O dólar fechou em baixa, assim como os juros futuros e o CDS (credit default swap), espécie de seguro contra calote. A Bolsa terminou em alta.

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) se reuniu nesta quarta-feira (7) para decidir se mantinha Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado, após liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello que determinava o afastamento.

Marco Aurélio Mello acatou pedido da Rede Sustentabilidade, feito na segunda (5), para que Renan fosse afastado depois que virou réu, na última quinta (1º), pelo crime de peculato na ação em que é acusado de ter recebido ajuda de empreiteira para despesas pessoais. A Mesa Diretora do Senado se negou a cumprir a liminar até uma decisão do plenário.

Os investidores apostavam numa solução para o impasse criado entre o Legislativo e o Judiciário, com a permanência de Renan. No encerramento do pregão da Bolsa, por seis votos a três, o Supremo manteve o peemedebista no cargo, mas o afastando da linha sucessória da Presidência da República.

Para o economista José Francisco de Lima Gonçalves, do Banco Fator, o mercado não viu a crise institucional como algo capaz de causar danos à economia e aos ativos financeiros. "A avaliação é que a crise vai se desdobrar em episódios que não comprometam a agenda de curto prazo de votação das medidas fiscais", escreve.

A preocupação inicial de investidores era de que, se o afastamento de Renan fosse confirmado, a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) dos gastos públicos, em segundo turno no Senado, poderia ser adiada. A votação está prevista para o próximo dia 13.

CÂMBIO E JUROS

O dólar comercial fechou em baixa de 0,40%, a R$ 3,4040; a moeda americana à vista, cuja sessão termina mais cedo, subiu 0,10%, a R$ 3,4110.

Pela manhã, o Banco Central renovou mais 15 mil contratos de swap cambial tradicional que vencem em janeiro, no montante de US$ 750 milhões. A operação, que equivale à venda futura de dólares, ajuda a conter a valorização da moeda americana.

No mercado de juros futuros, as taxas recuaram. Os investidores também reagiram às declarações do presidente do BC, Ilan Goldfajn, de que a redução da taxa básica de juros pode ser maior em janeiro.

O contrato de DI para janeiro de 2018 caiu de 11,960% para 11,920%; o DI para janeiro de 2019 recuou de 11,590% para 11,550%; e o DI para janeiro de 2021 cedeu de 12,060% para 11,950%.

O CDS brasileiro de cinco anos, indicador de percepção de risco, caía 1,68%, aos 297,216 pontos.

BOLSA

O Ibovespa fechou em alta de 0,53%, aos 61.414,40 pontos. O giro financeiro foi de R$ 8,3 bilhões.

As ações da Petrobras recuaram 1,79% (PN) e 1,55% (ON), pressionadas pela queda do petróleo no mercado internacional.

Beneficiadas pela alta do minério de ferro na China, as ações da Vale subiram 3,11% (PNA) e 3,43% (ON).

No setor financeiro, Itaú Unibanco PN caiu 0,78%; Bradesco PN, -0,62%; Bradesco ON, -1,39%; Banco do Brasil ON, +1,19%; Santander unit, +0,59%; e BM&FBovespa ON, +1,24%.

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