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Dólar fecha no menor nível desde junho de 2015

O dólar fechou abaixo de R$ 3,10 nesta terça-feira, 14, pela primeira vez em mais de um ano e meio. No mercado à vista, a moeda terminou a sessão em queda de 0,53%, cotada a R$ 3,0940, menor nível desde 23 de junho de 2015 (R$ 3,0755). O volume de negócio somou US$ 1,200 bilhão.

No mercado futuro, o contrato para março recuou 0,90%, aos R$ 3,0955, com giro de US$ 18,643 bilhões.

A queda da divisa norte-americana perdurou durante quase toda a sessão, justificada pela entrada de recursos no País e a atuação do Banco Central.

A autoridade monetária iniciou hoje a rolagem de contratos de swap cambial tradicional que vencem no começo de março. Com oferta de 6.000 contratos (US$ 300 milhões), o BC sinalizou a intenção de rolar apenas uma parte do volume total de 139.075 contratos (US$ 6,953 bilhões) que estão programados para vencer no próximo mês.

Durante o período vespertino, foi registrada uma inversão pontual da tendência e a moeda subiu às máximas ante o real, enquanto a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, depunha no Senado dos Estados Unidos.

A dirigente delineou uma percepção positiva sobre a economia norte-americana e reforçou a mensagem de que a instituição segue num processo de aperto monetário. No primeiro dia de depoimento ao Congresso, Yellen disse que a economia deve continuar crescendo num ritmo moderado e destacou sinais de aumento inflacionário e salarial. A presidente do Fed também ressaltou riscos em postergar demais os aumentos dos juros dos Fed Funds.

Nas máximas, o dólar à vista subiu aos R$ 3,1275 (+0,54%) e o contrato futuro para março registrou R$ 3,1375 (+0,45%). A partir de então, o movimento perdeu fôlego e o dólar voltou a operar no negativo.

Inclusive, faltando poucos minutos para o fechamento no mercado à vista, a moeda renovou as mínimas, cotada aos R$ 3,0900 (-0,59%). Já o contrato futuro para março tocou R$ 3,0925 (-0,99%), diante também da informação de que o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a nomeação de Moreira Franco (PMDB) para a Secretaria-Geral da Presidência da República.