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Dólar recua com ajustes pós-feriado e dúvidas sobre reforma tributária dos EUA

O dólar opera em queda desde o início dos negócios desta quinta-feira, 16, após ter fechado em alta na última Terça-feira (14). O mercado cambial ajusta-se à desvalorização da moeda norte-americana na véspera no exterior, durante o feriado no Brasil, e à persistente baixa nesta manhã do dólar em relação a divisas emergentes e ligadas a commodities.

As atenções em âmbito global estão voltadas para a votação da proposta de reforma tributária dos Estados Unidos, elaborada pelos deputados republicanos, na Câmara dos representantes nesta quinta-feira, depois que o presidente americano, Donald Trump, se encontrar com congressistas republicanos no Capitólio.

Às 9h38, o dólar à vista caía 0,36%, aos R$ 3,2980. O dólar futuro de dezembro recuava 0,45%, aos R$ 3,3040 neste mesmo horário. Lá fora, o Dollar Index subia 0,17%, mas a moeda americana recuava ante o peso chileno (-0,09%), o peso mexicano (-0,35%), o rublo russo (-0,43%), a lira turca (-0,38%) e o rand sul africano (-0,70%).

Nesta quarta-feira, 15, o plano de senadores republicanos de adicionar ao projeto de reforma tributária a controversa eliminação de parte do Obamacare aumentou o ceticismo dos investidores em relação à agenda legislativa de Trump, pressionando o dólar para baixo.

Além disso, o senador republicano Ron Johnson (Wisconsin) disse que se opõe ao pacote tributário apresentado por senadores do partido e não irá votar nesse projeto, porque a medida beneficia injustamente as empresas mais do que outros tipos de negócios.

Ao mau humor generalizado somou-se mais um dia de recuo dos preços do petróleo com o aumento nos estoques nos EUA. Também provocou mal-estar a notícia de que deputados democratas apresentaram artigos que embasam o pedido de impeachment contra Trump. Eles alegam que o presidente americano tentou obstruir a Justiça na demissão de James Comey, que até maio era diretor da Agência Federal de Investigações (FBI, na sigla em inglês).

Entre os indicadores divulgados na quarta, o CPI dos EUA subiu 0,1% em outubro ante setembro, como previsto. Excluindo-se itens voláteis, como alimentos e energia, o chamado núcleo do CPI subiu 0,2% em outubro ante setembro, também como previsto pelos economistas.

Na comparação anual, a inflação ao consumidor avançou 2% em outubro, na primeira desaceleração desde junho. Em setembro, o avanço anual estava em 2,2%. Já o núcleo do CPI subiu 1,8% em outubro na comparação anual, em seu patamar mais forte desde abril.

De outro lado, as vendas no varejo dos EUA avançaram 0,2% em outubro ante setembro, ante estimativas de alta menor, de 0,1% dos analistas. Na comparação anual, as vendas tiveram crescimento de 4,6%. As vendas no varejo avançaram 1,9% em setembro ante o mês anterior, mostrou a revisão do dado.

Após esses dados, o presidente da distrital de Boston do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Eric Rosengren, disse que o caminho que a economia americana deve trilhar aponta para a continuidade da elevação dos juros no país, fazendo com que o Fed precise atuar novamente em dezembro.

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