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Dólar sobe aos R$ 3,14 com correção, exterior e fluxo menor

O dólar avançou ao nível de R$ 3,14 nesta quarta-feira, 26, num dia de correção, após sequência de cinco quedas em seis pregões no mercado à vista. De acordo com especialistas, a entrada reduzida de recursos no País abriu caminho para realização de lucros em posições vendidas. A alta do dólar nesta quarta-feira também foi decorrente do ambiente externo menos favorável à tomada de risco, marcado pelo enfraquecimento de moedas ligadas a commodities e economias emergentes.

No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 1,12%, aos R$ 3,1433, não muito distante da máxima de R$ 3,1524 (+1,41%). De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou R$ 2,239 bilhões. Já no segmento futuro, o contrato para novembro encerrou em alta de 0,71%, aos R$ 3,1425, com giro de US$ 18,434 bilhões.

No exterior, novos indicadores de atividade econômica dos Estados Unidos alimentaram as expectativas de que o Federal Reserve elevará juros até o fim deste ano. Em geral, as apostas são de que o Fed só retomará o aperto monetário em dezembro, mas a agenda dos EUA nos próximos dias já começa a atrair mais compradores.

A decisão de política monetária do BC dos EUA está prevista para a próxima quarta-feira, às vésperas da divulgação dos números do payroll (dados de emprego), no dia 4. Já as eleições presidenciais vêm logo em seguida, em 8 de novembro.

Domesticamente, a alta do dólar foi atribuída à demanda oportunística, enquanto a cotação ainda encontra-se "barata". A expectativa é que o dólar já comece a devolver parte do recuo dos últimos dias, por causa da conclusão do processo de regularização de recursos mantidos no exterior. O prazo para aderir ao programa vai até o dia 31 de outubro.