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Dólar sobe no dia com cautela sobre reforma da Previdência, mas cai na semana

O dólar renovou as máximas nesta tarde de sexta-feira, 10, e fechou em alta com a percepção dos agentes de que o tempo para aprovar a reforma da Previdência neste ano, ao menos na Câmara dos Deputados, é cada vez mais escasso. O real tinha um dos piores desempenhos entre as principais moedas globais nesta sexta-feira, só atrás do rand sul-africano. Pelo segundo dia seguido, o cenário externo ficou em segundo plano, e o câmbio doméstico refletiu o temor de piora da situação fiscal do País caso a reforma não passe no Congresso.

O dólar à vista encerrou o pregão com valorização de 0,59%, cotado a R$ 3,2786. O giro foi de US$ 1,407 bilhão. Na mínima, chegou a R$ 3,2519 (-0,23%) e, na máxima, alcançou R$ 3,2830 (+0,72%). Na semana, porém, a moeda americana acumulou queda de 0,81%.

Nesta sexta-feira, a agência de classificação de risco Fitch reafirmou o rating BB do Brasil, com perspectiva negativa. Segundo a Fitch, as alegações de corrupção contra o presidente Michel Temer "parecem ter erodido o capital político e o apoio dele no Congresso, o que torna a aprovação da reforma previdenciária mais difícil". Com isso, há incerteza sobre que tipo de reforma pode passar, especialmente porque a janela de oportunidade para avançar no assunto diminui, graças ao ciclo eleitoral, sustenta a agência.

Para Pablo Spyer, diretor da corretora Mirae, o fato de a Fitch ter reafirmado o rating do Brasil foi um alerta de que, se a reforma da Previdência não for aprovada, a nota de crédito do País será rebaixada no curto prazo. "Além disso, o tempo para se aprovar a reforma ainda neste ano é muito curto, visto que não haverá votações na Câmara dos Deputados na semana que vem", disse.

Cleber Alessie, operador de câmbio da corretora H.Commcor, avalia que, sem a reforma ministerial, será difícil para Temer conseguir apoio no Congresso para aprovar a reforma. "Os investidores estão céticos em relação a esta questão, e querem ver avanços concretos, e não apenas discursos, de que a reforma será aprovada", acrescentou.

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