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Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 fecham em recorde de alta

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, 21, e atingiram novos recordes, impulsionadas por ações de empresas petrolíferas, uma vez que os preços do petróleo avançaram 4% em um otimismo renovado de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) chegará a um acordo para cortar a produção durante a reunião da semana que vem, no dia 30 de novembro.

O Dow Jones fechou com ganho de 0,47%, 18.956,69 pontos; o Nasdaq avançou 0,89%, aos 5.368,86 pontos; e o S&P 500 subiu 0,75%, aos 2.198,18 pontos. A última vez que os três principais índices atingiram recorde no mesmo dia foi em 15 de agosto.

O S&P foi puxado principalmente pelo setor de energia, cujas ações subiram 2%. No Dow Jones e no Nasdaq, o destaque foi para as ações da IBM e da Apple, que avançaram 1,50% e 1,54%, respectivamente.

As commodities em geral tiveram bom desempenho, ajudadas principalmente pelo dólar fraco. No caso do petróleo, que fechou com alta de mais de 4%, o combustível principal foi a expectativa com um acordo da Opep.

Os representantes da Opep fizeram progressos no sentido de reduzir as divisões sobre os cortes na produção de petróleo durante as reuniões desta segunda-feira, mas ainda não decidiram quanto cada um dos 14 países do cartel deverá reduzir, disseram os delegados.

"Estamos discutindo, mas não estamos discordando", disse Mohamed Oun, um representante líbio da Opep, o cartel que controla mais de um terço da produção mundial de petróleo. "As negociações em Viena estão indo bem", acrescentou.

Além disso, o ministro de Petróleo do Iraque disse que o país oferecerá novas propostas para cortar a produção na reunião da próxima semana.

Mais cedo, o petróleo já tinha se beneficiado depois que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que seu país está preparado para congelar a produção. As ações da ExxonMobil e da Chevron subiram 1,42% e 0,90%, nesta ordem. Já a Marathon Petroleum ganhou 8,9%, enquanto a Chesapeake Energy subiu 7,1%.

A segunda-feira foi fraca de indicadores econômicos. O único do dia, o índice de atividade nacional elaborado pelo Federal Reserve de Chicago, subiu de -0,23 em setembro (dado revisado, de -0,14 antes informado) para -0,08 em outubro. De acordo com a instituição, o crescimento econômico cresceu levemente em outubro.

No entanto, um dos destaques foi o vice-presidente do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), Stanley Fischer, que fez comentários sobre como a política fiscal pode ajudar a aumentar a produtividade e, por sua vez, reduzir o ônus do Fed em apoiar a economia.

"Certas políticas fiscais, particularmente aquelas que aumentam a produtividade, podem aumentar o potencial da economia e ajudar a enfrentar alguns de nossos desafios econômicos de longo prazo", disse Fischer.

As perspectivas de estímulo fiscal aumentaram acentuadamente desde 8 de novembro, quando o republicano Donald Trump surpreendeu o mundo ao vencer as eleições presidenciais nos EUA. Logo os investidores ajustaram suas posições e se moveram em grandes quantidades para setores que se beneficiariam com os gastos fiscais. Além disso, a perspectiva de menor regulação no mercado bancário impulsionou as empresas financeiras, que responderam por 73% dos ganhos do S&P nas duas últimas semanas. Cinco ações - Wells Fargo, Bank of America, JPMorgan Chase, Berkshire Hathaway e Citigroup - representaram mais de um terço dos ganhos do índice geral durante esse período. (Com informações da Dow Jones Newswires)