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Em dia de feriado nos EUA, bolsas europeias sobem com dados da Alemanha

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira, 24, impulsionadas pelos novos recordes nas bolsas de Nova York na quarta-feira, 23, e ajudadas ainda por dados econômicos positivos na Alemanha.

A bolsa de Londres terminou em alta de 0,17%, aos 6.829,20 pontos; Paris ganhou 0,29%, aos 4.542,56 pontos; Frankfurt subiu 0,25%, aos 10.689,26 pontos; Madri teve acréscimo de 0,34%, aos 8.657,20 pontos, e Lisboa avançou 0,39%, aos 4.444,51 pontos. Por outro lado, Milão recuou 0,19%, aos 16.500,73 pontos.

Na quarta-feira, os índices Dow Jones e S&P 500 fecharam em níveis recordes pelo terceiro dia consecutivo, depois da publicação de indicadores positivos dos EUA e de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) avaliar em ata de política monetária que segmentos da economia do país estão mostrando força, o que abre espaço para a instituição voltar a elevar juros.

Nesta quinta, feriado de Ação de Graças nos EUA, que deixou o mercado acionário do país fechado, as bolsas europeias ficaram atreladas a indicadores da região. O volume baixo de negociação contribuiu para um movimento morno.

o instituto Ifo divulgou nesta quinta que seu índice de sentimento das empresas da Alemanha ficou estável em 110,4 em novembro. Para o presidente do Ifo, Clemens Fuest, o resultado sugere que "a economia alemã parece estar inabalada pela eleição de Donald Trump como presidente dos EUA".

Ainda na Alemanha, saíram números confirmando estimativas preliminares de que o Produto Interno Bruto (PIB) da maior economia europeia cresceu 0,2% no terceiro trimestre ante o segundo e registrou expansão anual de 1,7%. Na Espanha, o PIB avançou 0,7% na comparação trimestral e 3,2% no confronto anual, também confirmando prévia do indicador, divulgada no fim de outubro.

Na bolsa de Frankfurt, entre os destaques de queda, as ações da Lufthansa recuaram 1,1% em meio a uma greve de pilotos, que levou a companhia aérea a cancelar mais de 800 voos na sexta-feira. Enquanto isso, o papel da Thyssenkrupp recuou 0,38%, depois de a empresa divulgar lucro líquido de 296 milhões de euros (cerca de US$ 312 milhões) no ano fiscal de 2016 (encerrado em setembro), 4% menor que o ganho de 309 milhões de euros registrado no ano anterior. O número ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam lucro de 364 milhões de euros.

Já em Londres, o índice FTSE 100 foi beneficiado ainda pela alta da libra e fraqueza do euro. Poucas empresas se movimentaram mais de 2%, embora as ações do Direct Line Insurance Group tenha subido 2,8% depois que o Morgan Stanley elevou sua classificação.

Em Milão, as atenções continuam em torno do referendo sobre uma reforma na Constituição, marcado para 4 de dezembro. A população italiana irá decidir se apoia que o governo tenha mais poderes para aprovar reformas fiscais ou não. Os investidores temem que, caso o "não" vença, os bancos possam ser mais penalizados devido à instabilidade que irá gerar dentro do governo, uma vez que o premiê, Matteo Renzi, anunciou que renunciará. As ações de bancos mais um vez pressionaram o índice. O Unicredit caiu 0,90% e o Intesa Sanpaolo recuou 0,39%. (Com informações da Dow Jones)