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Em dia de poucas notícias, Bovespa fecha perto da estabilidade

O início da semana foi morno na Bovespa, que hesitou durante quase todo o pregão desta segunda-feira, 24, e terminou o dia próxima da estabilidade, aos 64.059,89 pontos (-0,08%). Com a escassez de notícias relevantes no dia, o investidor manteve o tom otimista com o País, baseado em acontecimentos recentes. Por outro lado, os sucessivos ganhos da bolsa brasileira tiraram o fôlego de algumas ações, que cederam a movimentos de realização de lucros e determinaram uma leve baixa ao final dos negócios. O volume financeiro totalizou R$ 7,35 bilhões, abaixo dos R$ 9,04 bilhões da média diária de outubro.

As "blue chips" Vale e Petrobras continuaram a se destacar na alta, refletindo a melhora de perspectiva para ambas. No caso da Vale, as compras foram influenciadas pela expectativa da positiva com a empresa, que divulga resultados do terceiro trimestre na próxima quinta-feira. Vale ON e PNA tiveram ganhos de 1,96% e 2,84%, respectivamente. Já Petrobras ON e PN avançaram 0,31% e 1,39%, apesar da queda dos preços do petróleo. As ações da estatal também se beneficiam de um conjunto de fatores positivos, principalmente no que diz respeito aos avanços do plano de desinvestimento da empresa.

No sentido oposto estiveram as ações do setor bancário, que fecharam majoritariamente em baixa, exercendo importante influência sobre o resultado do Ibovespa. Bradesco PN caiu 0,96% e Itaú Unibanco PN perdeu 0,85% do seu valor. A exceção ficou com as units do Santander Brasil, que subiram 1,10%. A operação brasileira do banco espanhol divulga balanço do terceiro trimestre na próxima quarta-feira.

A uma semana do fim do mês, o Índice Bovespa acumula ganho de 9,75% em outubro, um desempenho considerado admirável pelos analistas. Esse ganho é atribuído diretamente ao ingresso de recursos externos ao mercado brasileiro, que está positivo em R$ 3,150 bilhões até a última quinta-feira (20). Em setembro, os estrangeiros haviam tirado R$ 1,9 bilhão da bolsa. Entre os motivos para esse restabelecimento estão a aprovação da PEC do teto dos gastos públicos e o resultado das eleições municipais favorável ao governo, entre outros fatores.

O cenário político doméstico é apontado por analistas como importante fator de cautela, mas hoje não apresentou motivo para nervosismo. A expectativa maior da semana é com a votação em segundo turno da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto dos Gastos, no plenário da Câmara. Uma vez aprovada, como se espera, a matéria segue para o Senado. Também amanhã o Banco Central divulga a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que na semana passada reduziu os juros básicos da economia em 0,25 ponto porcentual, no primeiro corte em quatro anos.