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Empresários esperam um melhor resultado da construção civil em 2017

(Foto: Arquivo / Agência Brasil) - Empresários esperam melhor resultado da construção civil
(Foto: Arquivo / Agência Brasil)

Uma pesquisa divulgada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR) indica que as empresas do setor têm uma perspectiva de manter ou ampliar os negócios em 2017. A sondagem foi realizada com 300 construtoras de todos os portes. A construção civil é um dos segmentos produtivos mais importantes na economia brasileira.

De acordo com o levantamento, 50% das empresas pretendem aumentar ou esperam um crescimento no nível de atividades no ano que vem e 40% acreditam que deverão manter o mesmo ritmo de 2016. Apenas 10% têm uma expectativa negativa “O ânimo do empresário está melhor do que no ano passado, quando 36% acreditavam em aumento do nível de atividade e 51% apostavam na manutenção”, comenta o presidente do Sinduscon-PR, José Eugenio Gizzi.

A perspectiva otimista do setor da construção civil está relacionada com a previsão de queda da inflação, o que impacta também em redução de juros e na melhora dos financiamentos. A boa expectativa também possui influência da estimativa de um crescimento de recursos vindos da poupança para o financiamento de imóveis. A utilização destes recursos caiu bastante em 2016 e foi um dos motivos para a desaceleração da construção civil, além do cenário de incertezas, que afastam os investidores e possíveis compradores.

De qualquer maneira, segundo Gizzi, a retomada do setor depende de uma série de questões, como a aprovação de reformas importantes, como a trabalhista, previdenciária, política, tributária e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita os gastos públicos do governo. “Se não forem tomadas medidas, teremos mais um ano de recessão”, salienta. Para o presidente do Sinduscon-PR, é necessário que seja encerrado o ciclo de notícias ruins nas áreas política e econômica, para o surgimento de um cenário mais favorável aos investimentos.

2016

A construção civil deve fechar este ano com uma taxa negativa de 5% de crescimento na comparação com 2015. A desaceleração vem ocorrendo nos últimos anos, mas a queda acentuada foi registrada em 2014, 2015 e neste ano.

De acordo com o Sinduscon-PR, a área concluída de construção em Curitiba será de 1,6 milhão de metros quadrados em 2016, o que representa uma redução de 26%. Houve retração também no número de unidades concluídas. Serão 13 mil neste ano, quantidade 24% menor do que no ano passado. Isto representa, de acordo com a entidade, o fim do ciclo das entregas imobiliárias.

O estoque de imóveis está diminuindo na cidade. A perspectiva para os próximos anos é de uma redução na oferta em Curitiba. O sindicato informa que são 7,8 mil unidades em estoque (tanto prontos quanto em fase de construção) na cidade, o que é próximo da média histórica que varia entre seis e sete mil unidades por ano.

Todo este cenário impactou diretamente no saldo de empregos no segmento. Estima-se uma redução de 6% no número de postos de trabalho na construção civil em 2016 em relação ao ano passado no Paraná. Em Curitiba e Região Metropolitana, a redução deve ser de 7% no mesmo período.

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