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Fitch avalia que déficit fiscal do Brasil é alto, ainda que declinante

A agência de classificação de risco Fitch apontou que o déficit fiscal do Brasil é alto, apesar de estar caindo, refletindo em larga escala a flexibilização da carga de juros devido às taxa de juros mais baixas. O déficit fiscal do governo deve cair para 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e ficar em torno de 7% do PIB em 2018-2019, segundo a agência.

De acordo com a Fitch, continua a pesar sobre a credibilidade fiscal do País o aumento das despesas obrigatórias e o desempenho pior das receitas, que frustraram a consolidação dos déficits primários, levando o governo a revisar para cima a meta do déficit fiscal primário para 2017-2020 duas vezes este ano.

O governo renovou seu foco na agenda de reforma microeconômica para impulsionar a produtividade e as perspectivas de investimento. "Nos últimos meses, as autoridades aprovaram uma reforma trabalhista, lei de terceirização e uma legislação para converter uma taxa de empréstimo de longo prazo subsidiada em uma taxa de empréstimo a longo prazo baseada no mercado". Segundo a Fitch, embora importantes, as consequências positivas dessas iniciativas devem provavelmente demorar para se materializar.

Riscos de curto prazo para atingir as metas fiscais incluem uma recuperação econômica fraca e a dificuldade em cortar gastos para enfrentar possíveis quebras na receita, especialmente em ano de eleição, apontou a agência. "Para além de 2018, um novo governo poderia também alterar as metas fiscais. Além disso, a implementação de uma reforma da Previdência e outras medidas de ajustes nos gastos serão necessárias para economizar as despesas e assegurar o cumprimento do limite de gastos no médio prazo.

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