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Fluxos externos para emergentes devem subir 20% em 2017, mas Fed é risco, diz IIF

Os fluxos de capital estrangeiro privado para os países emergentes devem subir em 2017, alcançando US$ 770 bilhões, aumento de 20% em relação ao esperado para este ano. As previsões foram divulgadas nesta quinta-feira, 3, pelo Instituto Internacional de Finanças (IIF), formado pelos 500 maiores bancos do mundo e com sede em Washington. Os economistas da instituição alertam que o movimento de alta de juros nos Estados Unidos é um dos principais riscos para essas estimativas.

A melhora dos fluxos de capital externo para os emergentes nos últimos meses foi estimulada pela postura mais "dovish" (mais leve), ou seja, favorável a juros baixos, dos três principais bancos centrais do mundo, o Federal Reserve (dos EUA), o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão (BoJ).

Para 2017, a previsão do IIF é de que as políticas dos bancos centrais vão começar a ficar menos acomodatícias, a começar pelo Fed, que deve elevar os juros já em dezembro, seguindo de ao menos duas altas em 2017. Ao mesmo tempo, o economista-chefe do IIF, Charles Collyns, disse em uma teleconferência para comentar os relatórios, os retornos dos títulos soberanos de vários países desenvolvidos devem seguir muito baixos, estimulando a busca por risco dos investidores.

O Fed é mencionado pelo IIF como um dos principais riscos para o cenário. A percepção pelo mercado de que as altas de juros nos EUA se darão em ritmo mais forte pode criar um problema para os emergentes, afetando os mercados financeiros e o apetite por risco. Outro risco é que os agentes reduzam a confiança no governo da China em manter a segunda maior economia do mundo em uma trajetória estável.

A previsão do IIF é que todas as regiões apresentem melhora dos fluxos de capital externo em 2017, considerando aportes em renda fixa, ações e investimento externo direto. A Ásia, puxada pela Índia, deve ter a maior elevação nos aportes do exterior, que podem chegar a US$ 348 bilhões, expansão de 25% na comparação com o esperado para 2016. Na América Latina, os fluxos devem subir 2,5%, para US$ 242 bilhões, influenciados pela melhora do Brasil.

Mesmo com a melhora esperada para 2017, os fluxos previstos para o ano que vem ainda devem ser inferiores aos de 2014, que somaram US$ 1 trilhão. "O ritmo ainda deve permanecer abaixo da tendência histórica", disse Collyns.

Residentes

Quando se leva em conta a fuga de recursos de investidores residentes, o IIF ressalta que a previsão dos fluxos líquidos de capital em 2017 para os emergentes deve ficar negativo em US$ 206 bilhões, basicamente por conta da saída de recursos da China.