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IBGE: Produção industrial cai em 14 dos 15 locais pesquisados em maio ante abril

(Foto: Pixabay) - IBGE: Produção industrial cai em 14 dos 15 locais pesquisados
(Foto: Pixabay)

A paralisação dos caminhoneiros, que resultou em bloqueios de estradas por todo o Brasil por 11 dias ao fim de maio, provocou uma queda generalizada na indústria por todo o País. A produção recuou em 14 dos 15 locais pesquisados, na passagem de abril para maio, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgados nesta quarta-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Estado de São Paulo, maior parque industrial do País, registrou um tombo de 11,4%. Os recuos mais acentuados ocorreram em Mato Grosso (-24,1%), Paraná (-18,4%), Bahia (-15,0%) e Santa Catarina (-15,0%). Assim como São Paulo, o Rio Grande do Sul (-11,0%) também teve perda mais intensa do que a média global da indústria, de -10,9%.

As demais quedas ocorreram em Goiás (-10,9%), Minas Gerais (-10,2%), Região Nordeste (-10,0%), Pernambuco (-8,1%), Rio de Janeiro (-7,0%), Ceará (-4,9%), Amazonas (-4,1%) e Espírito Santo (-2,3%).

O Pará foi o único local com avanço no mês, uma alta de 9,2%, eliminando assim a queda de 8,5% que havia sido observada em abril.

Comparação anual

A paralisação dos caminhoneiros afetou os resultados da indústria também em relação a maio do ano passado. Houve perdas na produção em 12 dos 15 locais pesquisados.

Na comparação com igual mês de 2017, a indústria encolheu 6,6% em maio de 2018. Segundo o IBGE, houve contribuição também do efeito-calendário, uma vez que maio de 2018 teve um dia útil a menos do que maio de 2017.

As quedas mais intensas ocorreram em Goiás (-15,7%), Mato Grosso (-14,7%), Bahia (-13,7%), Paraná (-12,0%), Rio Grande do Sul (-10,8%), Região Nordeste (-10,3%), Ceará (-9,7%), Santa Catarina (-8,2%) e Minas Gerais (-7,3%).

Os demais recuos foram no Espírito Santo (-5,4%), São Paulo (-4,8%) e Pernambuco (-3,5%). Por outro lado, houve expansão no Pará (6,0%), Amazonas (4,5%) e Rio de Janeiro (0,9%).

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