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Ibovespa interrompe perdas e fecha em alta de 0,11%

O mercado brasileiro de ações teve uma terça-feira, 28, de influências positivas nos cenários externo e interno, que levaram o Índice Bovespa a interromper uma sequência de quedas que durou quatro pregões. O indicador operou em terreno positivo desde a abertura e fechou com leve ganho, de 0,11%, aos 74.139,72 pontos, depois de ter subido até 1,26% na máxima do dia.

O tom "dovish" (suave) do discurso do futuro presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, foi apontado como principal gatilho para as compras de ações ao longo do dia, mas analistas também apontaram um cenário doméstico mais otimista, com indicadores econômicos positivos e uma melhora cautelosa dos ânimos quanto à reforma da Previdência.

O discurso suave de Powell reforçou a expectativa de manutenção do gradualismo na normalização dos juros americanos, o que deu impulso não apenas às bolsas de Nova York, mas também aos mercados acionários emergentes. Por outro lado, os investidores mantiveram a cautela quanto à política monetária, dado o potencial inflacionário de medidas de estímulo à economia dos EUA, como a reforma tributária, aprovada nesta tarde no Comitê do Orçamento do Senado.

O desempenho positivo do Ibovespa na maior parte do tempo foi garantido em boa medida pela valorização das ações dos bancos. Os papéis do setor já mostravam bom desempenho desde cedo, com o alívio a partir do acordo para correção de planos econômicos dos anos 80 e 90, fechado ontem, que deve envolver R$ 10 bilhões. Banco do Brasil ON teve alta de 1,49%, enquanto Bradesco PN e Itaú Unibanco PN avançaram 0,30% e 0,16%.

"Havia uma incerteza grande quanto ao tamanho desse passivo, que poderia ser um risco enorme para o setor. Mas esse valor estava totalmente provisionado e não irá fazer sequer diferença nos balanços. As ações reagiram ao fim dessa incerteza", disse Hersz Ferman, economista da Elite Corretora.

E a reforma da Previdência seguiu como fator de cautela para o mercado de ações. No final da tarde, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que a base de apoio do governo segue em negociações e que uma contagem de votos favoráveis à reforma estava se iniciando. "O ideal é que, se tivermos condições, votemos este ano na Câmara", disse ele, com a ressalva das dificuldades em se construir um consenso em torno da matéria. "Vamos ver se conseguimos 308 votos naquilo que é mais importante", afirmou Maia.

Pouco antes da última hora de negócios, a notícia do lançamento de um míssil pela Coreia do Norte aumentou a cautela no exterior e reduziu o ímpeto comprador dos investidores no mercado americano, com reflexos diretos na bolsa brasileira. Apesar da recuperação em Nova York, a desaceleração do Ibovespa se aprofundou nos minutos finais de negociação. Segundo profissionais do mercado, houve movimentos de zeragem de posições de curtíssimo prazo, que atingiram principalmente as ações do setor siderúrgico.

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