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Indicadores de desempenho agregado refletem dificuldade de retomada, diz BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) avalia que seus indicadores de desempenho agregado - informações sobre desembolsos, aprovações e consultas - "seguem refletindo a situação de dificuldade de retomada da economia, não apontando, ainda, para um movimento claro de ascensão na demanda pelos recursos do Banco".

A análise está em nota técnica divulgada nesta terça-feira, 22, pela instituição de fomento, junto com os indicadores operacionais até outubro deste ano. A equipe técnica do banco levou em conta os dados acumulados em 12 meses, quando os desembolsos seguiram em queda, atingindo R$ 99,4 bilhões, o que representa uma retração nominal de 32%. Em bases reais (deflacionadas pelo IPCA), a queda atinge 38%. A redução dos desembolsos foi generalizada, alcançando todas as regiões do País. Na região Norte, as liberações caíram 61%.

Ainda no desempenho em 12 meses, o BNDES destaca que as retrações no Cartão BNDES (-45%) e na linha BNDES Finame (-54%), que financia de forma indireta a aquisição de bens de capital, contribuíram para a queda de 36% nos desembolsos às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), em valores correntes.

Acumulado do ano

Os desembolsos também recuaram na comparação do acumulado do ano (janeiro a outubro) com igual período do ano passado. Nessa base, o banco de fomento desembolsou R$ 68,969 bilhões, queda nominal de 35% em relação a igual período de 2015.

Apesar da retração, o BNDES ressalta linhas que tiveram desempenho positivo. Os desembolsos do BNDES Automático cresceram 11%.Os destaques, diz a nota, ficaram por conta dos programas agrícolas do Governo Federal, cujos desembolsos atingiram R$ 12,2 bilhões - alta de 11% frente ao mesmo período de 2015 - e do BNDES Progeren (programa destinado a financiar capital de giro das empresas), que respondeu por R$ 1,6 bilhão - alta de 54% em relação ao acumulado de janeiro a outubro de 2015. No Progeren, dois terços dos recursos foram para MPMEs.

O BNDES também destacou os desembolsos para exportação, em especial o aumento de 138% no acumulado do ano no segmento de material de transporte, que inclui o setor de aeronaves. Nessa mesma base de comparação, o apoio total à exportação atingiu US$ 3,8 bilhões.