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Indústria x Corrupção: o compliance antes de ser compliance

Um estudo feito pela empresa Protiviti aponta que os elementos mais presentes em um programa de compliance são:

  • Código de Ética e Conduta
  • Canal de Denúncias
  • Políticas e Procedimentos

Ainda segundo a pesquisa, muitas empresas já tinham o Código de Ética e Conduta antes mesmo da Lei Anticorrupção Brasileira, muitas vezes em decorrência de movimentos anteriores como por exemplo a Lei SOX, ou até mesmo pela governança corporativa e gestão da ética presentes desde a fundação da empresa.

(Fonte: Pritiviti)(Fonte: Pritiviti) 

A Plaenge, indústria da construção civil, é um exemplo de empresa que já tinha um Código de Ética e Conduta antes mesmo do compliance ter um holofote como tem hoje em dia. Com quase 50 anos de fundação e 1.757 colaboradores, a Plaenge já apresenta um sistema de compliance completo e aplicado na prática. “Em 2008, com o crescimento da empresa, nós sentimos a necessidade de formalizar todos os processos de trabalho, pois entendemos que quanto mais claro ficasse para os nossos colaboradores quais eram as nossas normas e as nossas práticas, menos riscos correríamos”, explicou a gerente de controle interno na Plaenge, Andreia da Silva.

Essa lógica da Plaenge bate totalmente com o pensamento do filósofo e escritor brasileiro Luiz Pondé, que afirmou durante a sua palestra no 3º Fórum de Transparência e Competitividade, evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), que ética só se aprende na prática. “Ética é uma ciência da prática, isso já nos ensinou o filósofo Aristóteles. Ética não é teoria. Posso dar uma aula sobre coragem e vocês não vão ganhar um centímetro de coragem. Você só vai experimentar coragem, se você estiver diante de uma situação em que você tiver que escolher entre pagar o fiscal e se liberar da fiscalização; ou não pagar e fechar o seu negócio”, exemplificou.

Filósofo e escritor Luiz Pondé (Foto: Divulgação FIEP)Filósofo e escritor Luiz Pondé (Foto: Divulgação FIEP) 

O filósofo ainda afirmou que a grande corrupção se dá na fronteira entre o Estado e as empresas porque o Estado por si só não tem dinheiro. Portanto, não há corrupção que não seja vinculada a grandes corporações. Para se blindar de possíveis atos de corrupção, a Plaenge atua somente no âmbito privado e não firma contratos com empresas públicas e governo.

O gerente regional da Plaenge, William Ribeiro, afirma que a aplicação do compliance na rotina de trabalho dos colaboradores, faz com que o funcionário se sinta mais seguro de suas decisões. “Nós sentimos um conforto em trabalhar em uma empresa que tenha suas regras e condutas bem definidas, pois o fato de estar ciente das suas decisões é fácil desenvolver o trabalho”, finalizou.