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Indústrias de SP fecham acordo com Comgás para reduzir aumento de gás

As indústrias de São Paulo e a Comgás chegaram a um acordo para reduzir o reajuste médio sobre o gás natural dos 35%, em média, anunciados no início do mês, para 23%, a partir de 1º de março, informou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na quarta-feira, o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, antecipou que a Comgás estudava diminuir o reajuste médio imediato sobre o gás natural para 23%, com perspectiva de entrada em vigor no mês que vem.

"Este repasse permitirá estacionar o déficit da conta corrente desfavorável à Comgás e aguardar condições econômicas mais favoráveis em maio de 2019, quando a questão voltará a ser tratada pela indústria e pela concessionária", explicou a entidade, que desde o início do mês vinha buscando uma solução negociada entre a concessionária e os consumidores industriais, envolvendo várias associações representativas da indústria intensiva no consumo do gás.

A expectativa do setor industrial é que, com o alívio das pressões sobre o câmbio, essa alta acumulada até agora seja minimizada até maio, quando efetivamente é a data-base do contrato. Assim, o ajuste complementar seria menor ou, até, desnecessário

Em nota enviada à imprensa, a Fiesp aproveitou para criticar a Petrobras e sua política de formação de preços. "A Fiesp entende que o Estado de São Paulo não poderá ter seu desenvolvimento comprometido por política de formação de preços que não respeita a paridade internacional, como tem sido a prática da Petrobras. São Paulo precisa de gás natural a preços internacionais", declarou.

A entidade disse que se esforçará para romper o monopólio de fornecimento da Petrobras, por meio da construção "imediata" de uma estação de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) no litoral paulista.

Procurada, a Comgás não se pronunciou sobre o assunto até o momento.

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