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Investidor eleva aposta em Hillary e taxas futuras de juros fecham em baixa

Os juros futuros voltaram a encerrar em queda, consolidada no período da tarde, após uma manhã de volatilidade imposta pela cautela com a eleição presidencial nos Estados Unidos nesta terça-feira, 8. Na etapa vespertina, as taxas acompanharam a melhora vista nas bolsas norte-americanas e no desempenho das moedas de economia emergentes, como o real e o peso mexicano.

O pano de fundo para o rali, por sua vez, foi o aumento das apostas na vitória da democrata Hillary Clinton a partir das chamadas pesquisas de boca de urna e outros tipos de medição de intenção de votos.

Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 encerrou com taxa de 12,10%, ante 12,16% no ajuste de segunda-feira. A taxa do DI janeiro de 2019 caiu de 11,44% para 11,41%. O DI janeiro de 2021 terminou com taxa de 11,21%, ante 11,27%.

O gestor de renda fixa da Quantitas Asset, Rogério Braga, disse que os mercados locais acompanharam de perto o desempenho dos ativos no exterior, principalmente o do peso mexicano e o do S&P 500, que aceleraram a alta no período da tarde. "Para os mercados locais, é mais fácil monitorar a reação dos ativos lá fora do que tentar mapear e antecipar o resultado da eleição", disse. "Hoje tudo girou em torno do exterior. Começaram a sair à tarde pesquisas de boca de urna, que, embora sejam informações difusas, serviram de argumento para o mercado botar mais fichas em Hillary", comentou.

No Brasil, o dólar estava abaixo de R$ 3,17 no encerramento da sessão regular dos juros futuros.

O principal gatilho para a melhora, segundo profissionais da área de renda fixa, veio dos números da VoteCastr, da revista Slate, que estima a votação dos candidatos a partir de pesquisas anteriores de intenção de voto e da presença nas urnas de eleitores de determinados distritos. Eleitores do partido democrata estariam com comparecimento maior nas urnas dos que os republicanos em Estados essenciais para a campanha presidencial, de acordo com cálculos da publicação, que monitora a votação e ainda projeta a chance de vencer nessas regiões-chaves.

Com o mercado focado na eleição dos EUA, o noticiário doméstico ficou em segundo plano, mas a movimentação em Brasília em torno do ajuste fiscal continua. Sobre a PEC do teto dos gastos, a oposição no Senado vai apresentar um relatório alternativo ao parecer do relator Eunício Oliveira (PMDB-CE), que será votado na quarta-feira, 9, na Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

Além disso, o presidente Michel Temer convocou uma nova reunião com ministros no Palácio do Planalto para debater o texto da reforma da Previdência, no final da tarde.