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Investidor monitora Previdência, câmbio e exterior e juros caem

Os juros futuros encerraram esta sexta-feira, 1, com viés de queda nos principais contratos, inspirada pelo recuo do dólar e ajustes técnicos em função do acúmulo forte de prêmios na curva nos últimos dias que atraíram fluxo aplicador, além da boa recepção do PIB do terceiro trimestre. Por outro lado, o alívio foi limitado pela manutenção das incertezas sobre a votação da reforma da Previdência, embora nesta sexta-feira o noticiário em torno do tema tenha sido mais fraco.

Ao final da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 estava em 7,09%, de 7,11% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 fechou na mínima de 8,40%, de 8,47%. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 9,38% para 9,32% e a do DI para janeiro de 2023, de 10,28% para 10,24%.

A última hora da sessão regular teve alguma volatilidade nos juros, cujas taxas longas chegaram a zerar a leve queda que vinham mostrando, alinhadas ao aumento do risco político nos Estados Unidos, que pesou sobre os Treasuries. Michael Flynn, ex-conselheiro de segurança nacional de Donald Trump, disse em acordo de delação premiada ter sido orientado pelo comando da equipe de transição do então presidente eleito a entrar em contato com o embaixador russo nos EUA em dezembro de 2016. A expectativa é que o acordo de delação premiada envolva integrantes da cúpula do governo, entre os quais o próprio Trump.

Contudo, as taxas retomaram o sinal de baixa após a informação de que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nesta manhã que a reforma da Previdência terá o apoio de seu partido, o PSDB. Sem dizer quantos dos 43 deputados tucanos votarão a favor, nem se vai interferir nessa decisão, Alckmin passou a defender com mais ênfase o projeto, citando os valores médios pagos hoje pelos sistemas público e privado como estratégia para explicar que é preciso combater privilégios.

Sem os 308 votos necessários para aprovar a matéria, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não incluiu a reforma na pauta de votações do plenário da próxima semana. Governistas trabalham agora para que a proposta seja votada na Casa na semana de 13 de dezembro.

Já o PIB do terceiro trimestre subiu 0,1% e ficou abaixo da mediana das estimativas e do resultado do segundo trimestre, ambos de 0,2%. Porém, os dados de abertura, como aumento de consumo e de investimentos, vieram positivos, o que, juntamente com as revisões para cima em resultados anteriores feitas pelo IBGE, agradaram ao mercado, que vê a retomada do crescimento sem risco de pressões inflacionárias.

Às 16h42, nos demais segmentos, o dólar à vista caía 0,33%, aos R$ 3,2592, e o Ibovespa subia 0,25%, aos 72.152,36 pontos.

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