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Juros fecham em alta refletindo preocupação com Previdência se Bebianno sair

Os juros futuros fecharam a sessão regular desta segunda-feira, 18, em alta nos contratos de médio e longo prazos, enquanto os curtos encerraram perto dos ajustes das sexta-feira. O avanço foi mais acentuado nos vencimentos a partir de 2023, mais sensíveis ao risco fiscal, refletindo os temores sobre o futuro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, em caso de demissão do ministro da Secretaria-Geral da Previdência, Gustavo Bebianno. A exoneração dele já foi assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas ainda não foi publicada no Diário Oficial.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,395%, ante 6,370% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 6,931% para 7,00%. A taxa do DI para janeiro de 2023 avançou de 8,022% para 8,12% e a do DI para janeiro de 2025, de 8,531% para 8,66%.

Bebianno vem sendo acusado de supostas irregularidades nas campanhas eleitorais do PSL ocorridas na época em que ele presidia o partido, o mesmo do presidente Bolsonaro.

A crise cresceu quando o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), um dos filhos do presidente, chamou Bebianno de mentiroso, declaração que foi reforçada pelo próprio presidente. O ministro disse estar sendo ameaçado.

O mercado vê o episódio com preocupação, pois o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu que uma eventual saída de Bebianno poderia afetar a tramitação da reforma.

Além do atraso, outro temor é de uma diluição adicional no ajuste fiscal trazido na proposta como retaliação do partido. "Pelo episódio em que foram colocadas eventuais prestações de contas e licitações de recursos em Pernambuco, a demissão do Bebianno seria uma coisa absolutamente injusta", afirmou o senador Major Olímpio (PSL-SP), mas ele negou que isso possa alterar o cenário para reformas. "Não vai modificar em absolutamente nada".

Segundo o secretário da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, Bolsonaro vai entregar pessoalmente a proposta de reforma no Congresso na quarta-feira, quando também haverá entrevista coletiva para detalhar a proposta.

Numa segunda-feira, em que os mercados norte-americanos estiveram fechados em função do feriado do Dia do Presidente nos EUA, o "caso Bebianno" foi praticamente o único condutor dos negócios domésticos, justificando também as perdas da Bolsa e a pressão no câmbio e liquidez fraca em todos os ativos locais.

Às 16h29, o dólar à vista estava em R$ 3,7322 (+0,73%) e o Ibovespa caía 0,91%, abaixo dos 97 mil pontos.

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