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Juros fecham em baixa com Powell, Alckmin e expectativa com Previdência

Os juros futuros fecharam a sessão em queda, refletindo principalmente o bom humor no exterior após o discurso considerado "dovish" (inclinado a uma política monetária mais frouxa) do indicado à presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) a partir de 2018, Jerome Powell, nesta quinta-feira, 28, no Senado norte-americano. Internamente, o mercado reagiu bem ao "sim" do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à possibilidade de assumir o comando do PSDB, o que, na avaliação dos agentes, eleva as chances de sua candidatura à Presidência da República e a de que a reforma da Previdência seja votada ainda este ano na Câmara.

Contudo, as taxas fecharam longe das mínimas, após a informação ainda não confirmada de que a Coreia do Norte teria feito um lançamento de míssil balístico.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 7,08%, de 7,09% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,34% para 8,30%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou em 9,19%, de 9,24% no ajuste da segunda-feira, e a do DI para janeiro de 2023 passou de 10,08% para 10,04%.

A sabatina de Powell era o evento mais aguardado do dia. Ele afirmou que o Fed pode avançar mais lentamente na condução do aperto monetário caso a inflação nos Estados Unidos continue fraca; e que o Fed tem sido paciente na retirada dos estímulos monetários porque a paciência em relação a altas nos juros "tem sido positiva. Disse ainda que, apesar do forte crescimento, os salários ainda não estão sinalizando qualquer aperto e comentou que o pleno emprego é uma "questão imprecisa".

Os comentários foram feitos na audiência de confirmação de Powell à presidência do Fed no Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos.

Suas declarações ampliaram o apetite pelo risco no mundo todo, com o dólar se enfraquecendo ante moedas de economias emergentes, incluindo o real. Nos juros, as taxas ampliaram a queda já vista desde manhã e bateram mínimas.

No front local, a postura de Alckmin, que na segunda-feira disse que "topa" assumir a presidência do PSDB em nome da unidade partidária, trouxe alívio à curva longa. A leitura é de que ele será capaz de reorganizar o partido e, assim, contribuir para a aprovação da reforma da Previdência o quanto antes.

Ele confirmou que o partido vai desembarcar do governo Temer se ele assumir o PSDB, mas deixou claro que manterá apoio a todas as reformas que sejam de interesse do Brasil.

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