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Juros futuros encerram com viés de baixa, influenciados por dólar e eleições

Numa sessão de liquidez fraquíssima, os juros futuros fecharam em leve baixa. Os principais parâmetros a conduzir os negócios nesta segunda-feira, 31, de agenda esvaziada e noticiário fraco foram o câmbio e o resultado das eleições municipais, que trouxeram alívio de prêmios principalmente pela manhã. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 terminou em 12,21%, de 12,22% no ajuste. A taxa do DI janeiro de 2019 encerrou em 11,51%, de 11,54% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2021 caiu de 11,33% para 11,30%.

Após terem avançado em boa parte da semana passada, em função sobretudo da mensagem do Banco Central na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), as taxas futuras já caíam desde a parte da manhã, estimuladas pelo recuo do dólar, e atingiram as mínimas no começo da tarde, na medida em que a moeda norte-americana também chegava aos menores patamares do dia. Na mínima, bateu R$ 3,1631, logo após o fechamento da Ptax que vai definir a liquidação de contratos de derivativos cambiais amanhã. Na jornada vespertina, o dólar perdeu força de queda, sendo negociado em R$ 3,1848 (-0,30%), pouco depois das 16 horas. Com isso, as taxas futuras se aproximaram dos ajustes.

Também repercutiu positivamente o resultado final das eleições municipais, com o PSDB tendo sido considerado o grande vencedor, conquistando, por exemplo, sete capitais. "As eleições consolidaram o enfraquecimento do PT, mostrando que o voto desta vez teve um caráter menos populista", disse Patricia Pereira, gestora da Mongeral Aegon Investimentos. Na ótica do mercado, o enxugamento da participação do PT reduz a viabilidade de uma volta do ex-presidente Lula em 2018. Além disso, o avanço da base aliada do governo nas eleições deve facilitar o andamento das reformas no Congresso. Os partidos da base vão comandar 81% do eleitorado do País.

A pesquisa Focus, do Banco Central, trouxe poucas alterações nesta semana e não chegou a influenciar as taxas. A mediana das previsões para o IPCA de 2016 oscilou de 6,89% para 6,88%, enquanto a mediana para 2017 permaneceu em 5,00%. A inflação suavizada 12 meses permaneceu em 4,95% de uma semana para outra. A mediana para a Selic no final de 2016 seguiu em 13,50%, mesmo após a ata do Copom ter enfraquecido as apostas de queda de 0,50 ponto porcentual para a taxa básica na última reunião deste ano, no final de novembro. A Selic hoje está em 14,00%.