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Juros futuros fecham em alta com aumento da cautela com cenário interno

Os juros futuros voltaram a mostrar avanço ao longo de toda a sessão desta sexta-feira, 21, influenciados principalmente pela continuidade dos ajustes pós-Copom, em meio a incertezas com o cenário político e fiscal. O IPCA-15 de outubro, que ficou em 0,19%, abaixo da mediana das estimativas (0,21%), foi um fator positivo, mas insuficiente para reverter a tendência de alta dos principais contratos.

Na reta final da etapa regular, os contratos de médio e longo prazos aceleraram para as máximas, em linha com o que se via no dólar, e com o aumento da cautela sobre o que pode vir no fim de semana em termos de noticiário. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 movimentou 524.790 contratos e encerrou em 13,718%, de 13,717% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2018 (323.660 contratos) teve taxa de 12,19%, de 12,10% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2019 (216.350 contratos) fechou na máxima de 11,45%, de 11,33%. A taxa do DI janeiro de 2021 (170.000 contratos) também terminou na máxima, a 11,20%, de 11,07%.

Segundo o trader de renda fixa do Sicredi, Getulio Ost, o tom mais duro do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) seguiu estimulando a redução de posições vendidas. "Um dos pontos do comunicado foi a inflação de serviços, que ainda não mostrou trajetória de desaceleração consistente", disse. No IPCA-15 divulgado hoje, a inflação de serviços acelerou de 0,43% para 0,46% entre setembro e outubro, segundo a Votorantim Corretora.

Nesta tarde, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que se o Banco Central resolveu cortar (apenas) 0,25 ponto porcentual da taxa básica de juros, a Selic, então 0,25 ponto porcentual é o certo, ao ser perguntado se a redução na taxa básica de juros na quarta-feira não teria sido pequena demais diante da recessão econômica.

O mercado também reagiu hoje de forma mais clara ao risco de o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, preso na quarta-feira, fechar um acordo de delação premiada na Operação Lava Jato e, com isso, afetar os principais nomes do governo Temer e, eventualmente, até o próprio presidente. Cunha já teria manifestado a seus advogados a disposição em colaborar com as investigações. Um dos receios dos investidores é o risco para as reformas fiscais, às vésperas da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do teto dos gastos em segundo turno na Câmara, prevista para a semana que vem.