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Juros futuros fecham em baixa com melhora da expectativa de vitória de Hillary

A melhora nas perspectivas de vitória da candidata democrata Hillary Clinton na eleição presidencial dos EUA animou os mercados nesta segunda-feira, 7, favorecendo moedas de países emergentes, incluindo o real, e colocou os juros futuros em queda desde a abertura da sessão na BM&FBovespa. Num dia sem agenda doméstica relevante, tudo o mais ficou em segundo plano em termos de impacto sobre as taxas, embora a pesquisa Focus tenha trazido boas notícias sobre a inflação.

Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 fechou com taxa de 12,16%, ante 12,20% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2019 caiu de 11,54% para 11,44%. O DI janeiro de 2021 encerrou com taxa de 11,27%, de 11,38%.

Os mercado já abriram comemorando a informação de que o FBI não encontrou evidência de crime nos e-mails de Hillary Clinton, livrando-a das investigações, que pesaram sobre sua candidatura na última semana, o que trouxe alívio para os prêmios na curva. As taxas aceleraram o recuo ao longo da manhã, na medida em que foram divulgadas pesquisas indicando Hillary à frente de seu adversário, Donald Trump, ainda que por pequena margem de vantagem. À tarde, o ritmo de queda das taxas futuras se estabilizou, conforme o recuo do dólar ante o real igualmente se acomodou.

Hillary é a candidata favorita do mercado financeiro, dadas as propostas polêmicas apresentadas pelo candidato Donald Trump, sobretudo na política externa e economia.

No front doméstico, o destaque foi o Boletim Focus, do Banco Central, que trouxe recuo da mediana das estimativas para o IPCA em 2017 pela primeira vez abaixo de 5% desde outubro de 2015, ao passar de 5,00% para 4,94%. A mediana para 2016 se manteve, em 6,88%, assim como a mediana das expectativas 12 meses à frente continuou no mesmo patamar, de 4,95%.