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Mais travas no comércio sob Trump poderiam piorar cenário, diz BC da Austrália

Uma redução na abertura comercial dos Estados Unidos pelo presidente eleito do país, Donald Trump, e uma piora no comércio internacional seria algo custoso para a economia global, afirmou nesta terça-feira o presidente do Banco Central da Austrália (RBA, na sigla em inglês), Philip Lowe. O risco de uma eventual redução no livre-comércio internacional é uma das maiores preocupações do BC australiano, ao lado de qualquer choque na economia chinesa e do risco de divisões na União Europeia, disse Lowe.

Caso qualquer um desses cenários se materialize, isso seria custoso para a Austrália, embora a probabilidade disso seja baixa, disse Lowe após um discurso em Melbourne.

Segundo o dirigente, nos EUA "as cabeças mais frescas devem prevalecer" após a eleição do país na semana passada. A fala sugere que, para Lowe, a retórica da campanha usada por Trump deve ser deixada de lado durante o governo. Caso os EUA decidam impor mais tarifas ao comércio em países como a China, haveria rápida retaliação e isso não seria bom para o mundo, disse Lowe. Ele notou que declarações iniciais de Trump enfocaram o investimento em infraestrutura, o que seria benéfico para a economia dos EUA.

Lowe disse que o banco central que comanda acompanha os acontecimentos após a eleição dos EUA. A economia australiana tem se mostrado resistente nos últimos anos, ajudada pela política monetária e pela capacidade de cortar os juros quando necessário, além da flexibilidade cambial e da adaptação e da flexibilidade da força de trabalho, comentou a autoridade. Fonte: Dow Jones Newswires.