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'Não há decisão sobre concessão de Congonhas e Santos Dumont', diz ministro

O governo ainda não decidiu se vai conceder os aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ) à iniciativa privada. De acordo com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, o governo ainda está analisando a sustentabilidade econômico-financeira da Infraero como um todo. "Neste momento, esses dois aeroportos não podem ser discutidos de forma unitária", afirmou.

Quintella disse que investidores estrangeiros têm manifestado a intenção em participar dos leilões de aeroportos marcado para março. Segundo ele, já informaram ter interesse investidores franceses, espanhóis, portugueses, alemães e suíços, além de brasileiros.

A despeito da intenção da China de reduzir os investimentos no exterior, Quintella disse que os chineses manifestaram interesse nas concessões de ferrovias do País. "Eles têm demonstrado bastante vontade de participar dos leilões. Temos expectativas de que eles possam participar", afirmou, citando que os russos também têm manifestado interesse nas ferrovias brasileiras.

Projetos

De acordo com o secretário-executivo do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Moreira Franco, o leilão dos aeroportos de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC) deve gerar 30 mil empregos diretos e indiretos. Segundo ele, os investidores terão um prazo de pouco mais de 100 dias entre a publicação do edital e a realização do leilão para analisar os documentos e viabilizar propostas.

"Antes, o prazo era exíguo", afirmou, referindo-se à prática anterior do governo de publicar o edital 30 dias antes da licitação. Também segundo ele, as parcelas anuais que os concessionários deverão pagar ao governo ao longo da concessão já estarão nos editais. Na avaliação de Moreira Franco, isso facilita a obtenção de crédito no mercado. "Esperamos que os investidores se acostumem com essas práticas e que consigamos restabelecer a confiança interna e externa", disse.

O secretário-executivo ressaltou que o governo está cumprindo o cronograma de concessões. "Estamos fazendo tudo sem nenhuma pirotecnia, com muita austeridade, cumprindo os prazos definidos no calendário", afirmou.