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Nos juros, exterior deixa investidor local na defensiva e dá força aos DIs

A cautela externa, que se traduz em avanço dos juros dos Treasuries e dólar forte, prevalece na manhã desta sexta-feira, 18, e coloca os juros futuros em alta, ofuscando o efeito de baixa dos leilões de swap cambial do Banco Central no câmbio e de recompra de NTN-F do Tesouro na curva de juros. O pano de fundo para o tom mais defensivo dos mercados é a percepção de que os juros dos Estados Unidos vão subir em dezembro, reforçada na quinta-feira, 17, por dados positivos do país e pelo discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen.

Na manhã desta sexta, o presidente do Fed de St.Louis, James Bullard, disse estar inclinado "a apoiar uma elevação de juros em dezembro". Ele disse ainda ser provável que a política do novo presidente eleito nos EUA, Donald Trump, impulsione a economia do país em 2018 ou 2019.

Às 9h49, o DI para janeiro de 2018 estava em 12,43%, de 12,42% no ajuste de quinta. O DI para janeiro de 2019 exibia 12,07%, de 12,04%, enquanto o vencimento para janeiro de 2021 operava a 12,23%, de 12,18% no ajuste anterior.