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OCDE prevê que crescimento global de 2017 atinja a máxima desde 2010

A economia global está a caminho de seu melhor ano desde 2010, com tanto os Estados Unidos quanto a zona do euro crescendo mais rapidamente do que havia sido esperado, afirmou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta terça-feira. A entidade sediada em Paris afirmou que uma maior aceleração deve ocorrer em 2018, mas advertiu que o crescimento pode desacelerar em 2019 sem novas medidas para encorajar o investimento das empresas, que continua abaixo dos níveis anteriores à última crise.

"Nós não vemos uma ruptura do padrão de crescimento", afirmou Catherine L. Mann, economista-chefe da OCDE. Para ela, boa parte do recente impulso no crescimento se deve à continuidade de políticas de apoio de bancos centrais pelo mundo, com a recente adição de políticas fiscais de mais estímulo, que incluem a proposta de cortes de impostos nos Estados Unidos. Para a entidade, porém, falta uma intensificação na concorrência, que levaria a um aumento nos investimentos e a ganhos na produtividade, o que por sua vez elevaria os salários reais.

"O que tem faltado nos últimos dez anos é dinamismo nos negócios", afirmou Mann em entrevista ao Wall Street Journal. "A forte competição deixa as pessoas nervosas. Mas quando as empresas concorrem umas com as outras para deixar os consumidores mais felizes, isso é algo bom."

A OCDE pediu um novo impulso para se abrir mercados para bens e serviços, bem como para trabalhadores. Mas admitiu que há ameaças de recuos na abertura no panorama político, em uma referência em particular à possibilidade de mais barreiras no comércio internacional.

No último de seus quatro relatórios sobre a perspectiva global para este ano, a OCDE repetiu sua advertência sobre um descompasso entre o comportamento de rápida alta nos preços dos ativos e progresso econômico mais modesto, além de acrescentar uma nova nota de preocupação sobre os altos níveis da dívida. "Se olhamos para o crescimento na dívida corporativa, parece muito assustador", afirmou Mann. "Se observarmos os preços de moradias globais, eles parecem muito assustadores."

O OCDE gostaria de ver mudanças como reformas nos sistemas tributários para retirar incentivos para empresas a fim de que elas emprestem mais, em vez de levantar novo capital acionário.

A OCDE elevou suas projeções de crescimento para os EUA e a zona do euro neste ano e no próximo. Ela agora espera que os EUA avancem 2,2% neste ano (de 2,1% na projeção de setembro) e 2,5% em 2018 (de 2,4% antes). No caso da zona do euro, a projeção subiu de 2,1% para 2,4% em 2017 e de 1,9% para 2,1% em 2018. A OCDE ainda espera desaceleração econômica nos EUA em 2019, mas com crescimento ainda maior que o da zona do euro.

A entidade manteve suas projeções de crescimento para a China em comparação com as de setembro, além de reduzir as do Canadá. No geral, ela espera que a economia mundial cresça 3,6% neste ano (de 3,5% em setembro) e 3,7% em 2018 (número inalterado).

A OCDE ainda elogiou medidas do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Banco Central Europeu (BCE) que tornam o crescimento menos dependente de seus estímulos. O Fed começou a reduzir seu portfólio de bônus e há uma expectativa no mercado de que eleve os juros pela quinta vez desde dezembro de 2015, no próximo mês. Já o BCE anunciou que reduzirá suas compras mensais de bônus a 30 bilhões de euros (US$ 35,7 bilhões) em janeiro, de 60 bilhões de euros anteriormente. Mas embora os agentes do mercado vejam isso como um prelúdio para uma alta de juros até meados de 2019, a OCDE disse que o BCE deveria esperar até 2020 para tomar essa medida. Fonte: Dow Jones Newswires.

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