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Odebrecht vende ativos no Peru para Brookfield e Suez

São Paulo, 27/11/2016 - A subsidiária Odebrecht Latinvest, do Grupo Odebrecht, vendeu 100% das duas concessionárias, a CTO e a H2Olmos, que operam o Projeto Olmos, no Peru, para a Brookfield Infraestructure e para a Suez, disseram fontes com conhecimento do assunto ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

De acordo com estimativas do mercado, o valor da operação ficou entre US$ 60 milhões e US$ 80 milhões. A venda ainda terá de ser aprovada pelos credores e pelo governo regional de Lambayeque, acrescentaram as fontes. Ambos devem apreciar a proposta nos próximos dias. O negócio teria sido fechado no sábado à noite. Procurada para comentar o assunto, a Odebrecht não retornou até o fechamento desta edição.

O Projeto Olmos prevê o desvio de água do Rio Huancabamba para a Bacia do Pacífico, por meio de um túnel ao longo da Cordilheira dos Andes, para irrigação de 43 mil hectares de terras para uso agroindustrial e geração de energia. O projeto está a 900 quilômetros da capital do Peru, Lima.

A CTO é uma parceria público-privada com contrato de 20 anos, encarregada da construção, operação e manutenção do túnel que atravessa a cordilheira. A H2Olmos é responsável pelo financiamento, construção, operação e manutenção do projeto de irrigação, também parceria público- privada, com duração de 25 anos.

A Brookfield já fechou recentemente a aquisição de 70% da Odebrecht Ambiental por valor que pode alcançar R$ 2,7 bilhões, mas a concretização ainda depende dos desdobramentos do acordo de leniência.

No Peru, a Odebrecht também já se desfez da concessionária Rutas de Lima, de concessão rodoviária no Peru, e do Complexo Eólico Corredor do Senandes, que ficaram com o Grupo NC. Nessas duas operações, o grupo arrecadou mais de R$ 1,6 bilhão, dizem fontes.

A Odebrecht também prossegue com a venda de sua participação de 55% na concessionária Gasoduto Sul Peruano, por pouco menos de US$ 2 bilhões, apurou o Broadcast. Os compradores são a americana Sempra, que ficará com 50% da participação, e a Tecpetrol, do grupo Techint, assumindo os 5% restantes. O acordo prevê também a venda da participação de 71% da Odebrecht no consórcio construtor para a Techint. A assinatura do contrato dessa venda ainda não teria ocorrido. (Cynthia Decloedt) As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.