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Pequeno investidor precisa ser cuidadoso

A valorização que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vem registrando nos últimos meses se tornou um chamariz para investidores. Mas especialistas alertam que, para o pequeno investidor, principalmente, esse é um tipo de aplicação que precisa ser pesado com muito cuidado. Especialista em finanças, a professora da FGV Myrian Lund ressalta que o investidor que quer aplicar recursos na Bolsa precisa ter em mente que não há garantia de retorno - ou seja, se as ações caírem, o aplicador perderá dinheiro. Por isso, diz a professora, se o objetivo é preservar capital, a recomendação é a renda fixa.

Ela lembra que, ainda que a Selic (a taxa básica de juros da economia), hoje em 13% ao ano, recue e termine o ano na casa de um dígito, a queda da inflação - as previsões são de que o IPCA termine o ano por volta de 4,5% - faz com que o ganho real na renda fixa, como os títulos do Tesouro Direito, ainda seja atraente.

Caso o investidor já tenha aplicações em renda fixa e queira diversificar seu portfólio, Myrian aconselha a investir em ações aos poucos e em papéis de pelo menos cinco empresas de setores diferentes. Assim, é possível diminuir o impacto das oscilações no retorno do investimento.

Outro detalhe importante é conhecer a fundo as condições do mercado e as empresas em que se está investindo: "Se o investidor não consegue acompanhar as mudanças, pode optar pelos fundos de ações. Porém, precisa prestar atenção ao histórico de rentabilidade e procurar produtos que superem o Ibovespa (principal índice de ações do mercado brasileiro)", diz Myrian.

Apesar de ainda não haver sinais claros de retomada da economia, papéis de companhias ligadas ao setor financeiro e ao consumo têm mostrado mais fôlego na Bovespa. Analista da corretora Rico, Leandro Martins destaca a melhora no desempenho das empresas de varejo na Bolsa, principalmente no ramo de shopping centers.

Martins reforça que a Bovespa ainda está longe do patamar pré-crise de 2008 e que pode até superar o pico de 73,9 mil pontos atingido há dez anos. "Faz muito tempo que não temos um momento parecido para o investidor pessoa fisica", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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