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Petrobrás no controle da BR é positiva, diz Itaúsa

O presidente da Itaúsa, Alfredo Egydio Setubal, afirmou nesta quinta-feira, 17, após reunião com analistas e investidores, que a holding controladora do Itaú Unibanco ainda avalia se vai fazer uma proposta não-vinculante pela BR Distribuidora. "Já recebemos algumas informações da Petrobrás e poderemos receber mais informações antes de fazermos uma eventual oferta não-vinculante pela BR Distribuidora", afirmou o empresário.

Segundo Setubal, pela qualidade do ativo, são esperados muitos interessados em analisar o processo de privatização da BR Distribuidora, entretanto, é difícil precisar os reais interessados. A Itaúsa, holding de investimentos das famílias Setubal e Vilella, avalia fazer uma oferta em conjunto com a Cambuhy Investimentos, empresa de private equity (que compra participações em empresas) da família Moreira Salles.

O interesse da Itaúsa, conforme Setubal, está no fato de a BR Distribuidora ser líder no mercado em que atua e ainda o valor de sua marca. "Não vamos entrar na BR só por entrar. Vamos olhar friamente se gera valor e sinergias para a holding", explicou.

O presidente da Itaúsa afirmou ainda que ter o controle compartilhado com a Petrobrás é interessante para a holding. Alguns investidores estrangeiros, conforme fontes ouvidas pelo Broadcast, demonstraram que só teriam interesse pela BR Distribuidora caso a estatal vendesse o controle total da companhia.

O executivo afirmou também que a Itaúsa avalia a diversificação do seu portfólio de investimentos. A companhia vê, conforme ele, oportunidades nos setores de serviços, na área industrial e em negócios maduros e que já estejam estabelecidos. Acrescentou ainda que a holding procura ativos que tenham fluxo de caixa e paguem dividendos.

"Pensamos em diversificação pequena de investimentos, de alguns bilhões de reais e não de dezenas. Não pensamos em investimento extremamente grande", explicou.

O presidente do Itaú afirmou ainda que o que o banco olha mais para o exterior para oportunidades de aquisição. "Temos feito aquisições todo ano no exterior", destacou Setubal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.