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Precisamos de estrangeiros para abertura de capital, diz presidente da BM&F

A eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, na semana passada, traz algumas incertezas para o mercado e poderá trazer alguma revisão para a expectativa em relação às ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) para o próximo ano. Segundo o diretor presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, os investidores estrangeiros devem agora analisar o discurso de Trump para definir como será a análise sobre os países emergentes.

"O Brasil não possui poupança interna e precisa dos estrangeiros para viabilizar os IPOs", disse, em coletiva de imprensa. O executivo lembrou ainda que, nos últimos anos, os estrangeiros foram responsáveis pela compra de 60% a 70% das ações nas ofertas iniciais.

Edemir disse que o discurso de Trump, após sua vitória, já foi mais ameno do que o observado na campanha, mas que os investidores agora manterão a atenção também para a formação das equipes de governo do novo presidente dos Estados Unidos.

O presidente da BM&FBovespa disse que há um potencial muito grande para IPOs no ano que vem, visto que há muitas ofertas represadas no mercado, mas que esse novo item de preocupação externa pode colocar algum tipo de cautela por parte dos investidores. O executivo já havia afirmado que o mercado teria potencial para cerca de 25 IPOs em 2017, diante de maior clareza no mercado brasileiro, mas também havia alertado que alguma incerteza externa poderia levar a uma revisão desse número.

Edemir disse que ainda poderá haver neste ano uma oferta e explicou que há uma empresa adiantada em seus preparativos. Ainda para 2016, estão na fila já com pedido de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a oferta da Sanepar e da Tenda.

O executivo disse que o ambiente interno está mais propício, de fato, para as ofertas e que o encaminhamento das medidas de ajuste passam a abrir espaço para melhora da confiança com a economia brasileira.

Clearing

A Bolsa brasileira espera ter até o fim deste ano as aprovações necessárias para a migração das ações para a nova clearing, disse o diretor executivo de operações clearing e depositária da BM&FBovespa, Cícero Vieira. A expectativa é que a ida das ações para o novo ambiente aconteça em fevereiro. O cronograma inicial era de que a migração fosse em outubro último.

Desde julho de 2016, foram realizados dez ciclos de produção paralela e a expectativa é de que os sistemas e processos da BM&FBovespa e da maioria dos seus participantes de mercados atingirão os níveis de prontidão e estabilidade desejados em dezembro de 2016. A mudança de data, explicou Vieira, ocorreu exatamente para que a bolsa se sentisse satisfeita com todos os testes realizados.

Hoje já estão na nova clearing da companhia os derivativos, que migraram em agosto de 2014.