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Produção de rosas é alternativa bastante rentável para pequenas propriedades

Já tem algum tempo que a produção de flores tem se mostrado como uma rentável alternativa para pequenos agricultores do Paraná. Apesar de não haver, até então, um programa estadual de acompanhamento pelo Instituto Emater, por exemplo, todos os produtores interessados no setor podem buscar informações e auxílio junto às regionais do órgão.

As informações sobre produção de flores são bem pontuais. No entanto, existem agricultores de praticamente todas as regiões do Estado investindo no setor. Nos Campos Gerais, por exemplo, os crisântemos fazem sucesso. Na região Oeste, em Maripá, as orquídeas são as donas do pedaço.

Já na região Noroeste, as rosas são a produção de preferência. Em Araruna - município de pouco mais de 12 mil habitantes, na região de Campo Mourão – elas reinam absolutas na propriedade da família Bodezan Ramalho, há 8 anos. “Tão bom que acabamos de introduzir a estufa para aumentar a produção e garantir ainda mais qualidade”, conta o senhor Antônio, que faz questão de destacar que quem cuida mesmo e toca a propriedade é a esposa, a dona Aparecida.

“Na última semana, que teve a celebração do dia das mães, nós vendemos mais de 1 mil dúzias de rosas”, relata.

As datas comemorativas são claro, um grande incentivo. A expectativa agora é para o dia dos Namorados, quando a procura também aumenta. Mas, no dia a dia, as vendas são garantidas e não deixam a desejar. “Toda a produção sai, nós vendemos aqui na região mesmo para floriculturas e grande parte para decoração de eventos, casamentos, formaturas”, explica Antônio.

Na propriedade da família os 10,5 alqueires são divididos entre as rosas, gado e um pouco de milho, que é usado para silagem. Mas seu Antônio garante são as rosas que mantêm a propriedade e a família. “Estamos contentes com elas (as rosas). Elas garantem nosso sustento”.

Números

Os números da produção de flores no Paraná, de acordo com os dados mais recentes divulgados no site da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, são referentes ao Valor Bruto de Produção do ano de 2014. O levantamento mostra que a representatividade era considerada pequena, com cerca de R$ 115 milhões. Para o pequeno produtor, no entanto, a produção tem se mostrado rentável.

Atualmente eles contam com 23 mil pés de rosas em plantação aberta e mais 7,5 mil pés em estufa. A estufa, aliás, é quase novidade, foi implantada mais recentemente. O benefício é a qualidade da flor: hastes mais retas e botões maiores, segundo o produtor.

O custo de produção gira em torno de 30% a 35% e toda a produção é vendida. Se dá trabalho? Sim, mas, qual produção não dá?

Diariamente é preciso ‘correr’ os roseirais, que exigem poda, colheita, colocação de redes nos botões. Também é preciso adubar, irrigar, controlar pragas e doenças. Todo o cultivo é cuidado na propriedade pela dona Aparecida, a filha, o filho e a nora e um funcionário.

Eles também investiram em câmara fria para manter as rosas e em um veículo específico para entregas. O seu Antônio disse que ‘recomenda’ o cultivo de flores, sobretudo para os pequenos produtores. 

“Ah a agente recomenda sim. Aqui mesmo em Araruna tem mais produtores, tem meu sobrinho que há três anos incentivamos e ele viu que era bom e também está no setor”.

(Foto: Estudantes fazem visita técnica na propriedade da família Bodezan Ramalho - crédito: Emater Paraná)(Foto: Estudantes fazem visita técnica na propriedade da família Bodezan Ramalho - crédito: Emater Paraná) 

O Começo

Antes das rosas a família produzia outras culturas. Foi em 2006 que eles tiveram o primeiro contato com produção de flores. “Eu faço parte do Sindicato dos Produtores Rurais e foi através disso e do Emater que tivemos conhecimento de produção de flor”, conta. Houve interesse no assunto e eles passaram a pesquisar e buscar conhecimento. “Fomos buscando, fomos para Holambra (que é referência em produção e flores) e fomos descobrindo que era bom e rentável”.

A definição por rosas veio quando eles conheceram outro produtor paranaense e quase ‘vizinho’. “Em Cianorte tem um grande produtor de rosas, nós conhecemos ele, a propriedade e nos inteiramos sobre o cultivo específico dessa flor, foi aí que decidimos investir nas rosas’.

Com conhecimento e investimento, em 2011 eles plantaram 2,5 mil pés de rosas e desde então, o negócio só cresce. Atualmente são 17 espécies diferentes da planta que também conta com grande variedade de cores. Por lá, é possível colher rosas diariamente.


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