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Redução dos juros básicos pode ser maior em janeiro, diz presidente do BC

MAELI PRADO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reforçou nesta quarta-feira (7), durante café da manhã com jornalistas, a mensagem da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) de que a autoridade monetária vai intensificar o ritmo de corte dos juros básicos se a atividade econômica permanecer fraca.

Ele declarou que na última reunião do comitê, que decidiu por uma queda de 0,25 ponto percentual na Selic, para 13,75% ao ano, houve discussões para intensificar o ritmo de cortes já em novembro -parte do mercado esperava uma redução maior da taxa, para 13,50%.

"No final houve um consenso de aguardar para fazer a intensificação da política monetária na próxima reunião", declarou, indicando que o mercado pode esperar uma redução maior, a partir de 0,50 ponto percentual, na próxima reunião do comitê.

Ele defendeu que a política monetária é sensível ao comportamento da atividade econômica -o IBGE divulgou uma queda de 0,8% no PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre de 2016. "A política monetária é sensível a você estar com mais ou menos atividade [econômica] que se imaginava", disse Goldfajn.

"É óbvio que entra na nossa equação, e já está entrando, tanto que a ata já indicou uma possibilidade de intensificação do ritmo [da queda de juros]", reforçou.

Sobre a crise política das últimas semanas, ele declarou que o Banco Central precisa ter calma para avaliar esse cenário.

"Temos serenidade, a gente tem que olhar para frente de forma serena. É importante que as reformas sejam aprovadas, que a inflação continue caindo e que as expectativas de inflação continuem ancoradas", disse. "Todo o resto, acho que a gente tem que passar um pouco por cima".

Goldfajn negou a possibilidade de antecipar a próxima reunião do Copom, marcada para 10 e 11 de janeiro, como forma de cortar juros mais cedo e estimular mais rapidamente a economia. "Não tem que ter precipitação".

O presidente do BC disse ainda que o desempenho ruim da atividade econômica não está relacionado com a atual política monetária. "Atividade do jeito que a gente viu até agora parece que é o impacto desse processo, do passado, dos excessos que gerou esse custo. Não tem a ver com a política monetária atual", afirmou.

CENÁRIO EXTERNO

Na ata divulgada nesta terça-feira (6), o Copom voltou a afirmar que o "processo de desinflação depende de ambiente externo adequado" mas que, no entanto, não há "relação mecânica entre o cenário externo e a política monetária".

Também afirmou que havia riscos associados ao possível fim do ambiente relativamente benigno para economias emergentes, sem citar explicitamente a vitória do republicano Donald Trump na disputa pela Presidência dos Estados Unidos, que levou a uma onda de aversão ao risco nos mercados financeiros globais.

Questionado sobre para qual cenário internacional torcia, Goldfajn afirmou que o BC não "torce". "Sou torcedor do Flamengo", brincou. "Acho que o que seria bom é ter uma previsibilidade [sobre o cenário externo], saber para onde vai".

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