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Restrição da oferta deve alavancar o preço dos imóveis prontos em Curitiba

(Foto: Divulgação) - Restrição da oferta deve alavancar o preço dos imóveis em Curitiba
(Foto: Divulgação)

 A intensa redução do estoque de apartamentos novos em Curitiba nos últimos anos, somada à severa diminuição dos alvarás para construção na cidade - especialmente no padrão standard (de R$ 250 mil a R$ 400 mil), que concentra quase a metade da oferta da capital - e a uma demanda que se mantém em função da alternância de ciclos demográficos, pode resultar numa elevação dos preços dessas unidades num futuro próximo.

De acordo com dados da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR), nos dois últimos anos, o volume de apartamentos standard em estoque ficou duas vezes menor, passando de 3.649 para 1.742 unidades em Curitiba. A se considerar que aproximadamente metade do estoque de novos na cidade é de prontos, seriam apenas 871 imóveis nessa faixa de valor que estão concluídos e disponíveis, ante a uma demanda vegetativa de 1,13% ao ano, ou seja, quase 21,5 mil pessoas.

Para o diretor da Terrasse Engenharia e Construções, Jefferson Gomes da Cunha, considerando a restrição da oferta e a eminência do aquecimento da demanda por meio do controle da inflação e do barateamento do crédito, a “janela de oportunidades” para a aquisição do imóvel novo e pronto está com os dias contados. “Nós estamos no final de uma fase de transição. Ainda é possível adquirir imóveis com desconto, o que deve acabar. No momento em que o mercado aquecer, haverá uma oferta restrita e o valor das unidades disponíveis vai aumentar já que as margens de desconto vão diminuir muito”, argumenta.

Atualmente, a Terrasse Engenharia conta com seis empreendimentos para a venda em Curitiba, num total de 140 apartamentos, com preço de R$ 360 mil a R$ 2 milhões, em regiões nobres: Juvevê/Cabral/Ahú, Vila Izabel/Água Verde e Cristo Rei. Cunha destaca que esse tipo de imóvel atende uma demanda específica. “No geral, a pessoas preferem o imóvel pronto porque se resolve uma situação de imediato. Quem precisa morar, precisa agora. Muitas vezes o movimento é de upgrade, ou seja, mudança para um imóvel maior ou mais bem localizado ou até mesmo o contrário, de uma casa para o apartamento e, nesse caso, é mais fácil negociar o bem atual como parte do pagamento, embora essa operação exija um comprador capitalizado”, descreve.

O diretor da Terrasse também afirma que a compra do imóvel pronto pode ser entendida como um ativo, com liquidez a longo prazo, desde que a localização seja estratégica. “Se o imóvel é bem localizado, com qualidade de acabamento, ele só vai valorizar no futuro. Ainda mais a se contar que a escassez de boas áreas disponíveis para construção no eixo central tende a limitar os diferenciais do projeto. Alguns empreendimentos que nós lançamos, por exemplo, não conseguiremos repetir na mesma região em função das características dos terrenos disponíveis. E isso tem valor”, ressalta.