Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

Rumo e CCR são beneficiadas por MP das concessões, avaliam analistas

As empresas Rumo Logística e CCR podem ser beneficiadas pela Medida Provisória (MP) das concessões, publicada nesta sexta-feira, 25, por conta das concessões da Malha Paulista e Nova Dutra. Segundo BTG Pactual e Bradesco BBI, em relatórios, a MP elimina incertezas com a renovação de contratos.

A MP 752/2016 foi sancionada na quinta pelo presidente Michel Temer e publicada nesta sexta no Diário Oficial. O documento estabelece diretrizes gerais para a prorrogação e a relicitação dos contratos definidos dentro do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), nos setores rodoviário, ferroviário e aeroportuário da administração pública federal.

Segundo o BTG Pactual, a MP "abre caminho para rescisão amigável de contratos inadimplentes ou não viáveis, mas não traz a possibilidade de renegociação de pagamento de outorgas e impede companhias de rescindirem os contratos para participar de relicitações".

Para as concessões atuais, a leitura do banco é positiva para Rumo Logística ON, pois as regras permitem a renovação da Malha Paulista sem grandes restrições.

Para o caso da concessão da Nova Dutra, da CCR, a leitura é subjetiva. "Por um lado, a concessão se enquadraria nas regras previstas na MP, mas por outro a MP informa que o texto se aplica às concessões cuja prorrogação é admitida no instrumento contratual original, o que não é claro para os contratos de rodovias antigos", avaliou o BTG Pactual.

O Bradesco BBI considerou a MP amigável ao setor de transportes e avaliou em linha com as expectativas. "CCR e Rumo podem ter forte performance (em bolsa), dado que a MP elimina incertezas sobre renovação de concessões e alterações contratuais."

De acordo com o banco, a MP permite uma renovação antecipada da Malha Paulista, da Rumo, que, combinada com a Malha Sul, representa R$ 4,00 do preço-alvo da empresa.