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Taxas curtas de juros sobem e longas fecham estáveis com ajustes ao Copom

Os juros futuros terminaram a sessão desta quinta-feira, 20, em alta nos contratos de curto e médio prazos e estáveis na ponta longa. O comportamento foi ditado pelos ajustes à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,00% ao ano, uma vez que parte do mercado acreditava numa queda maior, de 0,50 ponto. Além disso, o tom do comunicado que trouxe a decisão foi visto como conservador, levando o mercado a considerar a hipótese de um novo corte de 0,25 ponto no encontro de novembro.

Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) que vence em janeiro de 2017 (825.605 contratos) fechou com taxa de 13,717%, de 13,602% no ajuste. O DI janeiro de 2018 (387.375 contratos) tinha taxa de 12,10%, de 11,92%. A taxa do DI janeiro de 2019, com 461.680 contratos, subiu de 11,25% para 11,33%. O DI janeiro de 2021 (222.230 contratos) terminou na taxa mínima de 11,07%, de 11,09% no ajuste de quarta-feira.

As taxas até o trecho intermediário subiram mais do que as longas, sendo que estas foram pressionadas ainda, de manhã, pelas operações de hedge montadas em função do grande leilão de papéis prefixados do Tesouro - 10,5 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e 2 milhões de Notas do Tesouro Nacional - Série F (NTN-F). Passado o leilão, os contratos de longo prazo passaram a flertar com os ajustes anteriores. Na reta final da etapa regular, a pressão de alta foi suavizada, na medida em que o dólar ampliou o recuo ante o real, negociado abaixo de R$ 3,14, e os principais vencimentos de juros futuros encerraram perto das mínimas.

No comunicado do Copom, chamaram a atenção do mercado principalmente as menções sobre a área fiscal e sobre a inflação de serviços, como riscos para o cenário benigno para a inflação. "O processo de aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia é longo e envolve incertezas; o período prolongado com inflação alta e com expectativas acima da meta ainda pode reforçar mecanismos inerciais e retardar o processo de desinflação; há sinais de pausa recente no processo de desinflação dos componentes do IPCA mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, o que pode sinalizar convergência mais lenta da inflação à meta", diz o texto.

Já a agenda de indicadores, que teve como destaque a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) referente a agosto, não chegou a influenciar os negócios. Segundo o Banco Central, o índice caiu 0,91% ante julho, com ajuste sazonal. Analistas consultados pelo Projeções Broadcast esperavam resultado entre -0,20% e -2,17% (mediana de -0,90%).