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Taxas de juros têm viés de alta, em linha com dólar e antes de leilão do Tesouro

Os juros futuros têm pressão para cima vinda do leilão de títulos do Tesouro e do dólar. O Tesouro oferta nesta quinta-feira, 10, em leilão (11 horas) Letras do Tesouro Nacional (LTN) e 1/7/2020; e Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) para 1/9/2022.

Às 9h30, o DI para janeiro de 2018 exibia 12,18%, de 12,15% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 estava em 11,49%, de 11,45% no ajuste anterior.

Um operador de renda fixa cita como positiva a deflação maior do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). O indicador da Fundação Getulio Vargas (FGV) teve recuo de 0,11% na primeira prévia de novembro ante queda de 0,01% na primeira prévia do mesmo índice de outubro.

Além disso, segundo ele, também é vista como benéfica a possibilidade de o governo suspender a sobretaxa na conta de luz em meio ao maior volume de chuvas e com mais usinas de geração de energia, conforme matéria desta quinta do jornal O Globo.

Também citada como benéfico para a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário estão as vendas do comércio varejista, que vieram ruins. As vendas caíram 1% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 1,40% a alta de 0,10%, com mediana negativa de 0,70%.

Na comparação com setembro de 2015, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram baixa de 5,9% em setembro de 2016. Nesse confronto, as projeções iam de retração de 6,80% a 4,20%, com mediana negativa de 5,60%.