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Taxas futuras de juros desaceleram alta e fecham estáveis, após fala de Yellen

Os juros futuros encerraram estáveis a sessão regular da BM&FBovespa nesta terça-feira, 14. A forte reação de alta que pautou o mercado durante à tarde, após as declarações da presidente do Federal Reserve (o banco central norte-americano), Janet Yellen, dadas durante seu testemunho ao comitê bancário do Senado americano, não se sustentou. Do mesmo modo, o dólar voltou a cair e a Bolsa, a subir.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) fechou em 10,650%, de 10,655% no ajuste de segunda-feira. A taxa do DI janeiro de 2010 ficou estável em 10,10% e a do DI janeiro de 2021 terminou em 10,25%, de 10,24%.

Pela manhã, prevalecia o viés de baixa nas taxas, sintonizado com o recuo do dólar ante o real, mas que também passou a subir após o discurso da dirigente. A fala de Yellen foi considerada "conservadora" em termos de política monetária, ampliando as apostas em um aperto monetário mais firme este ano pelo Federal Reserve.

Entre os principais pontos do discurso, ela afirmou que o BC americano pode promover um aumento nos juros "em nossas próximas reuniões" caso os ganhos com emprego e a inflação continuem a progredir. E fez uma abordagem otimista da economia, observando ganhos no emprego nos últimos meses e um maior crescimento nos salários nos últimos anos.

Reiterou ainda sua opinião de que esperar muito tempo para remover as políticas acomodatícias "seria imprudente, potencialmente exigindo que o Fomc eventualmente aumente as taxas rapidamente, o que poderia empurrar a economia para a recessão".

Logo no início do discurso, as taxas na BM&FBovespa, sobretudo as longas, passaram a subir rapidamente, batendo máximas, em linha com a reação dos Treasuries, cuja taxa do papel de 10 anos chegou a romper o nível de 2,50%, enquanto o dólar também ganhava força. Porém, o estresse foi perdendo força e os juros aqui se acomodaram, uma vez também que a moeda voltou a mostrar queda.

Pela manhã, foram divulgadas as vendas do varejo de dezembro, que foram fracas, mas em linha com o esperado e sem influência relevante sobre o mercado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o varejo restrito teve declínio de 2,10% em dezembro ante novembro de 2016, variação perto da mediana das estimativas, de -2,00%. No varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 0,10% em dezembro ante novembro. Analistas esperavam desde um recuo de 2,20% a um crescimento de 1,10%, com mediana negativa de 0,50%.

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