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Taxas longas de juros fecham em alta com ruídos no cenário político e câmbio

Os juros futuros de médio e longo prazos fecharam em alta, com os investidores reduzindo posições vendidas em meio a ruídos no cenário político e a pressão negativa vista nesta quarta-feira, 26, no mercado de moedas de economias emergentes, como o real. Os vencimentos da ponta curta, que na terça-feira sofreram forte ajuste à ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), oscilaram no dia seguinte ao redor dos níveis anteriores e fecharam praticamente estáveis.

No final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 tinha taxa de 13,725%, de 13,729% no ajuste de terça. O DI janeiro de 2018 fechou com taxa de 12,27%, ante 12,24% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2019 subiu de 11,48% para 11,55%, máxima. O DI janeiro de 2018 terminou com taxa de 11,27%, de 11,18% terça no ajuste.

Os vencimentos médios e longos tiveram aumento moderado pela manhã, mas aceleraram a alta para as máximas no período da tarde, acompanhando a ampliação dos ganhos do dólar ante o real, que superaram 1% e recolocaram a moeda norte-americana na casa de R$ 3,14.

Além disso, o noticiário envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), trouxe desconforto, uma vez que agora ele é quem vai conduzir na Casa a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que impõe limite aos gastos do governo e crucial para o ajuste fiscal. A PEC 241 foi aprovada ontem em segundo turno na Câmara, como esperado pelo mercado.

Renan chamou de "juizeco" o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, responsável por autorizar a prisão de agentes da polícia legislativa. Em resposta, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse que o Judiciário exige respeito dos demais Poderes da República.

Ainda, Cármen Lúcia, antes mesmo deste episódio, marcou na semana passada julgamento de uma ação que pode ameaçar o cargo do presidente do Senado, para o próximo dia 3. O plenário do STF analisará uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade, que argumenta que o Presidente da República não pode, no exercício das suas funções, responder a ações penais por crimes comuns. Renan é alvo de ao menos 11 inquéritos que tramitam no STF e é o segundo na linha sucessória, atrás de Rodrigo Maia, presidente da Câmara.

Com o mercado de juros no intervalo para a sessão estendida, o Ministério do Trabalho divulgou o saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referente a setembro. Houve fechamento líquido de 39.282 postos formais de trabalho, número dentro do esperado pelos analistas. Pesquisa do Projeções Broadcast apontava expectativas que iam de fechamento de 49,7 mil a abertura de 10,3 mil vagas, com mediana negativa de 15.854.