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Taxas longas de juros fecham em queda com maior apetite pelo risco no exterior

Os juros futuros fecharam a sessão desta sexta-feira, 4, em queda firme na parte longa da curva a termo, num contexto de aumento do apetite pelo risco no exterior provocado pela redução das tensões sobre a eleição presidencial norte-americana. As taxas curtas pouco se mexeram, uma vez que o noticiário e a agenda doméstica não trouxeram novidades capazes de alterar a percepção sobre a política monetária nos próximos meses.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 fechou a sessão regular em 12,20%, de 12,22% no ajuste de quinta. O DI janeiro de 2019 encerrou com taxa de 11,54%, ante 11,58%. A taxa do DI janeiro de 2021 caiu de 11,47% para 11,38%.

Após uma manhã sem muita convicção, de queda moderada, os juros longos aceleraram o recuo e passaram a renovar mínimas ao longo da tarde, em linha com o desempenho do dólar, que inverteu a alta vista na etapa matutina. Em movimento coordenado, as ações no Brasil e EUA ampliaram os ganhos e começaram a bater máximas. Como pano de fundo para a melhora generalizada dos ativos, estiveram números indicando fortalecimento da candidatura da democrata Hillary Clinton e um estancamento do fôlego de crescimento das intenções de voto em Donald Trump (republicano).

Informações do site FiveThirtyEight.com, que calcula possibilidades da vitória dos candidatos a partir da compilação de várias pesquisas, mostrou melhora das chances de Hillary para 69% no começo da tarde, de cerca de 66% vistos de manhã.

O fato de a candidatura de Trump ter alcançado a condições de empate técnico nas pesquisas recentes assustou o mercado, mas os números desde quarta-feira têm mostrado manutenção de Hillary pouco à frente. Nesta sexta nova pesquisa do Washington Post/ABC News indica Hillary Clinton 3 pontos à frente de Donald Trump. A candidata democrata tem 47% das intenções de voto, enquanto o candidato republicano aparece com 44%, quatro dias antes das eleições.

O relatório de emprego nos EUA, de outubro, foi considerado "forte", e endossou as apostas de que o aperto monetário nos EUA será feito em dezembro. Houve criação de 161 mil vagas de emprego, abaixo da expectativa de 173 mil postos, mas a geração de empregos dos dois meses anteriores foi revisada para cima, ampliando em 44 mil a criação de postos de trabalho. A taxa de desemprego caiu de 5% em setembro para 4,9% em outubro, como esperado.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Atlanta, Dennis Lockhart, disse nesta sexta-feira que o caso para uma alta nos juros em dezembro é muito forte, mas alertou que o resultado da eleição presidencial norte-americana pode mudar a perspectiva da instituição.