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Trump no poder nos EUA gera prós e contras para mercados emergentes, diz BofA

O Bank of America (BofA) afirma que a vitória do republicano Donald Trump na disputa pela presidência dos Estados Unidos gera "visões conflitantes" sobre os potenciais impactos disso para os mercados emergentes. "De um lado, taxas de juros mais altas e um dólar mais forte são em geral negativos para os emergentes", diz o banco. "Por outro, gastos fiscais mais fortes e estímulo econômico nos EUA são positivos para os preços das commodities."

Em relatório, o banco avalia que a volatilidade deve seguir alta nos mercados. Uma reação clara até agora apontada pelo BofA é o avanço do retorno do bônus de 10 anos dos EUA.

Economista para Brasil do BofA, David Beker revisou em baixa a previsão para o crescimento econômico do Brasil em 2017, de 1,5% antes para 1,0% agora. Segundo ele, indicadores mais fracos que o esperado e uma postura mais "hawkish" do banco central brasileiro podem adiar a recuperação. Por outro lado, expectativas menores de inflação poderiam acelerar o ciclo de relaxamento monetário.

O BofA aponta preferência neste momento por ações do Brasil em comparação com as do México. "Historicamente, a taxa do bônus de 10 anos e as ações da América Latina tem uma correlação mais positiva que negativa", diz o banco. Segundo ele, diante do ajuste mais acentuado no câmbio do peso mexicano após a vitória de Trump, o BofA tem perspectiva mais positiva em relação às ações brasileiras, na comparação com as mexicanas.