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Unica diz que preço firme da gasolina na bomba não pode ser atribuído ao anidro

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) afirma que não pode ser atribuído ao etanol o fato de que os preços da gasolina nos postos não recuaram apesar de a Petrobras ter cortado o valor do combustível fóssil na refinaria. O etanol anidro é misturado em 27% ao derivado de petróleo e, de acordo com a entidade, "está estabilizado nesse momento", sem registro de alteração depois do anúncio da estatal, no dia 14.

De acordo com a Unica, a composição do preço da gasolina depende de diversas variáveis, entre elas o preço do produto na refinaria, a margem da distribuidora, a margem da revenda, o valor do Preço Médio Ponderado Final (PMPF), atualizado a cada quinze dias para recolhimento do ICMS, e o próprio anidro.

A entidade citou ainda, com base em números da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que o preço do litro da gasolina na capital paulista variou entre R$ 3,099 e R$ 3,699 na semana de 9 a 15 de outubro. Já o produtor de cana-de-açúcar está vendendo neste momento o litro do etanol anidro entre R$ 2,00 e R$ 2,10, conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). "Isso significa que o biocombustível representa apenas 15% do preço de bomba", afirma a Unica.