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Um em cada quatro jovens brasileiros não estuda e nem trabalha, diz IBGE

Redação

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Em 2021, segundo ano da pandemia, o número de jovens que nem estudavam nem estavam ocupados era de 12,7 milhões, o que corresponde a 25,8% das pessoas de 15 a 29 anos de idade. Desses, 62,5% eram mulheres. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada nesta sexta-feira (2) pelo IBGE.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Ainda que alto, houve uma queda em relação a 2020, quando 13,9 milhões de jovens estavam nessa situação, mas continua abaixo de 2019 (12,1 milhões). As mulheres, conforme dito anteriormente, são maioria nesse grupo em função de fatores culturais estruturais que não dependem diretamente da situação do mercado de trabalho. Em 2021, dos 12,7 milhões de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam nem estavam ocupados no Brasil, as mulheres de cor ou raça preta ou parda representavam 5,3 milhões desses jovens (41,9%), enquanto as brancas formavam menos
da metade desse montante: 2,6 milhões (20,5%), totalizando 7,9 milhões de mulheres ou 62,5% dos jovens que não estudavam nem estavam ocupados. Os 4,7 milhões de jovens restantes nessa situação eram compostos por 3,0 milhões de homens pretos ou pardos (24,3%) e por 1,6 milhões de brancos (12,5%)

Nos estados do Norte e Nordeste (exceto Rondônia), os percentuais de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam nem estavam ocupados ficaram acima da média nacional (25,8%). Já os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste (exceto Rio de Janeiro) ficaram abaixo da média. Os maiores percentuais de jovens que não estudavam nem estavam ocupados estavam no Maranhão (37,7%) e Alagoas (36,6%) e os menores, em Santa Catarina (12,2%) e Paraná (17,9%).

Os dados do IBGE também evidenciam que, em 2020, no grupo etário de 18 a 24 anos de idade não estar ocupado nem estudar se tornou a situação mais comum. Isso porque, segundo a publicação, os jovens representam o grupo mais vulnerável em períodos de crise econômica, pois são os que enfrentam maior dificuldade para ingressar e também para ficar no mercado de trabalho. Ou seja, nesse período, eles não estavam ganhando experiência laboral nem qualificação, possivelmente comprometendo suas possibilidades ocupacionais futuras.

“Em 2020, os países da OCDE conseguiram amortecer essa situação desfavorável do mercado de trabalho, com algumas exceções: Brasil, Colômbia, Canadá e Estados Unidos. Isso fez com que nesse ano, o mais crítico para o mercado de trabalho, o grupo de jovens adultos que não estudavam nem estavam ocupados se tornasse a situação de atividade mais frequente desses jovens, representando mais de 1 ? 3 dessa população”, explica Betina Fresneda, analista do IBGE

Entre países da OCDE, Brasil teve o terceiro maior percentual de jovens adultos que não estudavam nem estavam ocupados de 2020

Nível de ocupação

O nível de ocupação, após atingir o mínimo na série histórica em 2020 (51%), não se recuperou suficientemente para retornar ao patamar anterior ao do início da pandemia de covid-19, e passou para 52,1% em 2021. No que tange aos grupos etários, os idosos (pessoas com 60 anos ou mais) e os jovens (pessoas de 14 a 29 anos) seguiram apresentando níveis de ocupação mais baixos em relação ao restante da população. (19,7% e 45% respectivamente) 

O nível de ocupação das mulheres recuou em 2020 e se recuperou mais lentamente em 2021, ampliando a distância entre homens e mulheres. Enquanto o nível de ocupação dos homens no biênio 2019-2021 decresceu em 3,7 pontos percentuais e alcançou 63,1%; para as mulheres a queda foi de 4,8 pontos percentuais, atingindo 41,9% em 2021.

São considerados nesse indicador tanto aqueles que possuem um vínculo empregatício, quanto os empregados sem carteira e os trabalhadores por conta própria.

“O nível de ocupação cresceu em relação a 2020, mas permanece abaixo dos anos anteriores. Além disso, a ocupação das mulheres caiu mais em 2020 do que a dos homens e se recuperou mais lentamente em 2021, ampliando essa diferença entre os sexos”, avalia João Hallak, gerente da pesquisa.

Em 2021, a população ocupada de cor ou raça branca recebia rendimento-hora superior à população de cor ou raça preta ou parda, qualquer fosse o nível de instrução. A maior diferença foi na categoria Superior completo, R$ 36,70 contra R$ 26,00, ou seja, 40,8% acima. Considerando o valor total médio, a diferença foi de 69,0% em favor da população branca.

Informações de SBT News

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