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Crianças idealizam e produzem brinquedos no Farol do Saber e Inovação

- Crianças idealizam e produzem brinquedos no Farol do Saber e Inovação

Curitiba é a primeira cidade do Brasil a integrar tecnologia digital à educação para desenvolver a criatividade e a produção inovadora de crianças. A proposta é trazer uma educação diferenciada das salas de aulas. Os alunos serão incentivados a criar, inovar e, ao mesmo tempo, desenvolver diversas habilidades cognitivas muitas vezes não trabalhadas dentro da sala de aula.

Essa integração das crianças se dará por meio dos novos Faróis do Saber e Inovação. A gerente de Tecnologias e Mídias Digitais da Secretaria Municipal da Educação, Estela Endlich, responsável pela implantação do projeto Farol do Saber Inovação diz que o objetivo é estimular os alunos de 6 a 10 anos da rede municipal de ensino.

A educadora explica a diferença entre o aprendizado em sala e no farol. “No ensino regular, geralmente, o professor usa recursos já prontos para conseguir cumprir o currículo. No projeto de educação suplementar, desafiamos a criança a idealizar, planejar e executar o que vai usar. Fazemos com que a criança seja autora, por exemplo, do brinquedo que ela quer, de acordo com a faixa etária e o domínio dos recursos do software que usamos”, conta Estela.

A primeira unidade deste modelo de farol foi inaugurada na véspera do dia das crianças e fica no Farol Herbert de Souza, no bairro Uberaba. Estela conta que as crianças deverão idealizar o produto a ser criado, por exemplo, um brinquedo, planejando-o, aprendendo a mexer no software e imprimindo a sua criação, diferente da atividade comum, onde o brinquedo já vem pronto. 

Mas o projeto não é somente incentivar a produção. Até o momento da impressão, as crianças trabalharam com cálculos, vocabulário e inclusive leram materiais em inglês! A intenção é desafiá-las. “É se sentindo desafiada pelas dificuldades que a criança solidifica o conhecimento derivado da experiência e se sente encorajada a percorrer caminhos novos”, diz Estela.

Uma das primeiras atividades desenvolvidas no espaço maker com a impressora 3D foi a produção de hastes para soprar bolinhas de sabão. Cada aluno pôde personalizar a sua com o seu nome. “Brincadeira e aprendizado começaram bem antes de eles mergulharem as hastes nos copinhos: começou com o ato de imaginar o resultado e os meios para chegar a ele”, diz Estela.

Colaboração Angélica Klisievicz Lubas