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Candidatos à presidência da Nigéria culpam um ao outro por adiamento de eleição

Os dois principais candidatos à presidência da Nigéria condenaram neste sábado a surpreendente decisão de última hora de adiar a eleição por uma semana, para 23 de fevereiro, culpando um ao outro, mas pedindo calma à maior democracia da África.

A decisão de adiamento, anunciada cinco horas antes da abertura da urnas, é cara. Analistas da SBM Intelligence estimaram um impacto econômico de US$ 2 bilhões, sem contar o golpe na reputação do país. As autoridades agora devem decidir o que fazer com os materiais de votação já entregues, tendo em vista o ambiente tenso, com algumas instalações eleitorais incendiadas nos últimos dias.

O presidente da comissão eleitoral, Mahmood Yakubu, disse a observadores e diplomatas que a postergação não está relacionada à insegurança observada o país ou à influência política. Ele culpou "muitas circunstâncias difíceis", incluindo o mau tempo que afetou voos e incêndios em três escritórios da comissão em uma aparente "tentativa de sabotar nossos preparativos".

Se a votação tivesse continuado como planejado, as unidades de votação não poderiam ter sido abertas ao mesmo tempo em todo o país, explicou. "Isso é muito importante para a percepção do público sobre eleições livres, justas e confiáveis", disse Yakubu, acrescentando que até às duas da manhã eles ainda estavam confiantes de que a votação poderia ir em frente. A nova data das eleições de 23 de fevereiro é definitiva, disse.

O partido de apoio ao candidato da oposição, Atiku Abubakar, acusou a administração do presidente Muhammadu Buhari de "instigar este adiamento" com o objetivo de garantir um baixo comparecimento e instou os nigerianos a tornarem em número maior daqui a uma semana. "Você pode adiar uma eleição, mas não pode adiar o destino", escreveu Abubakar.

Buhari, por sua vez, disse que estava "profundamente decepcionado", após a comissão eleitoral "ter garantido dia após dia e quase hora após hora que eles estavam em prontidão completa para as eleições". Em uma declaração, pediu calma e afirmou que seu governo não interfere no trabalho da comissão. Um porta-voz do comitê de campanha do presidente, Festus Keyamo, acusou o partido de Abubakar de causar o atraso para tentar desacelerar o ímpeto de Buhari. Mas um gerente de campanha do partido no poder no estado de Delta, Goodnews Agbi, disse que era melhor dar à comissão o tempo para realizar uma votação credível, em vez de se apressar em uma farsa "que o mundo inteiro vai criticar mais tarde".

Um grupo cívico que monitorava a eleição, a Sala de Situação, atacou a "tensão e confusão desnecessárias" e pediu aos partidos políticos que evitassem incitamento e desinformação.

A expectativa na Nigéria já era de uma disputa acirrada entre Buhari e Abubakar, um ex-vice-presidente bilionário. Ambos se comprometeram a trabalhar por uma eleição pacífica, embora apoiadores, incluindo altos funcionários de campanha, tenha causado preocupação com alertas contra interferências estrangeiras e alegações de aparelhamento.

Fonte: Associated Press

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