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Casa Branca: paz no Oriente Médio pode não estar em solução de Dois Estados

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu na noite de ontem que a paz entre israelenses e palestinos pode não vir na forma da proposta de Dois Estados, uma declaração que pode representar uma dramática mudança de posicionamento em relação à política norte-americana nos últimos 20 anos.

Em conversa com jornalistas antes da reunião desta quarta-feira entre o republicano e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, uma autoridade sênior da Casa Branca afirmou que Trump está aberto a facilitar um acordo de paz entre ambos os lados e trazê-los à mesa de negociação em breve.

No entanto, a autoridade, que não tinha permissão para falar publicamente sobre o assunto, firmou que cabe aos israelenses e palestinos decidirem o que a paz significa - e que a paz, não a solução de Dois Estados, é o objetivo.

Por décadas, a posição norte-americana sobre o assunto é que ambos os lados devem ter negociações diretas para estabelecer dois Estados vizinhos, sendo que os palestinos teriam soberania e independência sobre o seu. Todas as negociações sérias de paz neste período assumiam que a solução de Dois Estados era a base para a paz futura.

Funcionários do Departamento de Estado expressaram surpresa com os comentários e afirmaram não estar a par de nenhuma mudança na postura sobre o assunto. Três membros da pasta disseram que buscariam confirmação com a Casa Branca sobre os comentários, que foram dados no momento em que o Secretário de Estado, Rex Tillerson, jantava com Netanyahu.

Netanyahu deve se encontrar nesta quarta-feira com Trump, na Casa Branca. Os dois líderes farão uma coletiva conjunta antes do encontro. O premiê deve então seguir para o Congresso, onde se encontra com parlamentares como o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, o presidente da Câmara, Paul Ryan, e o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer. Fonte: Associated Press.