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FBI diz que não há evidência de crime em novos e-mails de Hillary Clinton

O diretor do FBI, James Comey, disse aos legisladores neste domingo que a agência não mudou sua opinião de que a candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, não deve enfrentar acusações criminais após uma revisão nos novos e-mails.

Há 11 dias, Comey informou ao Congresso que o FBI havia descoberto novos e-mails em sua investigação separada de Anthony Weiner, marido da ex-assessorA de Hillary, Huma Abedin, que poderia estar ligado à investigação de que Hillary teria usado um servidor de e-mail privado quando era Secretária de Estado e até divulgado informações confidenciais.

"Com base em nossa revisão, não mudamos nossas conclusões que expressamos em julho", disse Comey em uma carta aos principais republicanos no Comitê de Supervisão da Câmara, de acordo com a rede de notícias CNN.

"Nós sempre estávamos confiantes de que nada faria com que a decisão de julho fosse revista. Agora o diretor Comey confirmou isso", disse o porta-voz de Hillary, Brian Fallon.

A nova investigação anunciada perto das eleições nos EUA, que acontecem nesta terça-feira (8/11), acirrou ainda mais a disputa, cujas algumas pesquisas de intenções de voto mostraram seu rival, o republicano Donald Trump, à frente. No entanto, tal conclusão do FBI deve dar mais força à Hillary.

Hoje, três pesquisas de intenção de voto mostraram a candidata do Partido Democrata à frente do republicano Donald Trump por vantagens que vão de 3 a 5 pontos porcentuais.

"Se ela vencer, criaria uma crise constitucional sem precedentes", afirmou Trump no sábado à noite em Reno, Nevada. "Nessa situação, poderíamos muito bem ter uma presidente em exercício sob acusação de delito grave e, em última instância, um julgamento criminal", acrescentou o magnata.