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Presidente do Quênia confirma morte de todos os atiradores de ataque a hotel

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, afirmou nesta quarta-feira, 16, que as forças de segurança do país africano mataram os extremistas islâmicos responsáveis por um ataque terrorista em hotel de Nairóbi, matando 14 pessoas na terça. "Todos os terroristas foram eliminados", disse em cadeia nacional de televisão, anunciando o fim da operação de segurança na capital.

Kenyatta não informou quantos atiradores estavam envolvidos e pediu aos quenianos para "voltarem a trabalhar sem medo". Após a explosão, mais de 700 pessoas deixaram o complexo do hotel DusitD2. Vídeos gravados de câmeras de vigilância mostram que o ataque envolveu ao menos quatro homens armados.

O Al-Shabab, grupo extremista aliado à Al-Qaeda e localizado na Somália, afirmou ser o responsável pelo atentado do hotel, cujo complexo inclui bares, restaurantes, escritórios, bancos e está no próspero bairro de Westland. O Al-Shabab havia realizado outro ataque em 2013 no shopping Westgate Mall, matando 67 pessoas na capital.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou que o americano Jason Spindler, de 41 anos, estava entre as vítimas. Spindler vivia no Quênia há cinco anos e comia com frequência em um dos cafés do DusitD2, onde ocorreu o ataque. O alto comissário do Reino Unido no Quênia afirmou que ao menos um britânico foi morto, sem dar mais informações.

O ataque foi coordenado e começou com uma explosão que atingiu três veículos do lado de fora de uma agência bancária e um homem-bomba no lobby do hotel, que deixou várias pessoas feridas, de acordo com a polícia do Quênia, enviando forças especiais para o hotel para expulsar os atiradores. No amanhecer, pouco antes do presidente Uhuru Kenyatta fazer o pronunciamento em televisão, outra explosão de tiros foi ouvida e pessoas correram em busca de lugar seguro.

O ataque ao hotel parece ter tido como alvo quenianos ricos e estrangeiros. Ele ocorreu um dia após um magistrado decidir que três homens devem enfrentar um julgamento relacionado ao ataque ao shopping em 2013, que tinha como alvo pessoas da elite e turistas em visita ao país.

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