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Principais candidatos de esquerda na França decidem não se aliar

Os dois principais candidatos de esquerda à presidência da França, o socialista Benoit Hamon e o candidato de extrema-esquerda Jean-Luc Melenchon, membro do Partido Socialista que é apoiado pelos comunistas, anunciaram no fim de semana que não serão aliados e, portanto, permanecem na disputa, colocando a esquerda sob o risco de ficar de fora do segundo turno.

A eleição presidencial francesa é similar à brasileira. Os candidatos se enfrentam em dois turnos, com os dois mais votados no primeiro turno passando para o segundo turno. Na França, o primeiro dia de votação está marcado para o dia 23 de abril, enquanto o segundo, para o dia 7 de maio. O número exato de candidatos presidenciais será definido até o final de março.

Apesar das pesquisas de opinião sugerirem que candidatos esquerdistas têm nenhuma chance de alcançar o segundo turno, eles mostram pouco apetite para unir forças, desde que Hamon, de 49 anos, venceu as primárias socialistas no mês passado. "Eu teria preferido uma união em torno de minha candidatura", disse Hamon na segunda-feira, em entrevista à rádio France Inter.

A menos de dois meses das eleições, Hamon selou uma aliança com o candidato do partido ambientalista Yannick Jadot. Mas Hamon, que promete uma renda universal para todos os cidadãos e quer reduzir a dependência da França à energia nuclear, terá de enfrentar Melenchon, de 65 anos. Ambos estão em disputa apertada nas pesquisas de intenção de voto, bem atrás da candidata de extrema-direita, Marine Len Pen, líder da Frente Nacional, e do candidato independente centrista Emmanuel Macron.

Depois de jantarem num restaurante parisiense, Melenchon emitiu um comunicado dizendo que ele e Hamon não poderiam deixar de lado suas diferenças, mas concordaram em um "código de respeito mútuo" ao longo de suas campanhas. Ambos criticaram severamente o discurso do presidente François Hollande. Fonte: Associated Press.