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Russos se defendem após renúncia de Flynn, mas Kremlin não esboça opinião

Autoridades da Rússia se defenderam nesta terça-feira, após o conselheiro de segurança nacional do presidente americano, Donald Trump, renunciar ao cargo depois de relatar que ele induziu ao erro as autoridade da Casa Branca sobre seus contatos com a Rússia. O Kremlin, no entanto, diz que o ocorrido "não é da nossa conta".

Michael Flynn renunciou na noite de segunda-feira, admitindo que ele deu "incompleta informações sobre seus telefonemas com o embaixador da Rússia nos EUA.

Uma autoridade dos EUA disse à Associated Press que Flynn estava em contato frequente com o embaixador Sergey Kislyak no dia em que a administração Obama impôs sanções contra a Rússia depois de alegar que os serviços de informação da Rússia interferiu nas eleições americanas. O Kremlin confirmou o contato de Flynn com Kislyak, mas negou que eles falaram sobre retirar as sanções.

Konstantin Kosachev, presidente da Comissão de Assuntos Externos da Câmara do parlamento russo, disse em um post no Facebook que a renúncia de um Conselheiro de segurança nacional por causa de seus contatos com a Rússia é "não apenas paranoia, mas algo ainda pior".

Kosachev também expressou frustração com o governo Trump. "Ou Trump não encontrou a independência necessária e ele foi deixado de canto ou a 'russofobia' permeou a administração nova de cima a baixo".

A contraparte de Kosachev na câmara baixa do parlamento russo, Alexei Pushkov, escreveu em seu Twitter pouco depois do anúncio de que "não foi Flynn quem foi alvo, mas as relações com a Rússia".

O porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov, se recusou a comentar a renúncia de Flynn, dizendo que "não é da nossa conta". Moscou ainda espera que as relações com os EUA melhorem, e que ainda é "muito cedo para dizer", pois "a equipe de Trump ainda não foi moldada", disse o porta-voz.

O Kremlin disse mais cedo que não estava esperando um avanço antes dos dois presidentes se encontrarem pessoalmente. Fonte: Associated Press